terça-feira, maio 05, 2009

Oumou Sangare - Seya

Há pessoas neste planeta que, felizmente, ganham volume planetário. Pessoas de tal grandeza e beleza que só de elas ter conhecimento já se me engrandece a vida. Oumou Sangare, que aqui tinha assinalado, é um desses raros exemplos. Maliniana de coração, raça e força, sublime na sua belíssima e inspiradora intervenção artística a decorar mensagens de intervenção social importantíssimas e urgentes. Aconselho a audição e leitura da informação que acompanha o seu mais recente cd, Seya (World Circuit production-WCD081).
Há cerca de três anos atrás, fui ouvi-la ao vivo num daqueles espectáculos ao ar livre, em Belém, a que só vou mesmo quando sou "fan" da criatura em palco, pouco tempo depois da partida definitiva do seu compatriota Ali Farke Toure (que me deixou muitas saudades), e a homenagem que esta senhora lhe prestou foi qualquer coisa de arrepiar.

5 comentários:

Carlos Azevedo disse...

Eu assisti a um concerto que ela deu no Festival Músicas do Mundo, em Sines, há um par de anos. Além de ser uma excelente cantora, tem uma presença imponente e “majestática” em palco. Agora que a Miriam Makeba nos deixou, penso que a Oumou Sangare poderá representar uma voz para África nos (quase) mesmos termos.

Paulo disse...

Tenho muito boas recordações da descoberta da música do Mali há já uns nove anos (?), graças a ti, no festival de música do Seixal.

[Gostei de conhecer os blogues do Carlos.]

CigarraJazz disse...

Muito bem lembrado, Carlos, enquadra-se perfeitamente, quer na atitude, quer na qualidade musical, a que se junta a magnífica imagem.

Ai, Paulo, que saudades do festival de música do Seixal. Grupos fabulosos em outras músicas. Aquilo era, tal como o que continua a fazer-se em Sines, colocar à vista as raízes ou a essência da Música, no seu estado mais puro e belo.

Paulo disse...

Vim aqui ouvi-la outra vez.
Saudades de "Cantigas do Maio".

Carlos Azevedo disse...

Obrigado, Paulo. É recíproco.

Quanto ao FMM de Sines, por vezes há erros na programação, mas são claramente irrelevantes face à excelência do conjunto. Frequento o festival há mais de meia dúzia de anos, e sinto que isso enriqueceu imenso a minha cultura musical. Por isso sinto-me grato à organização do mesmo.