ou o jazz como filosofia sujacente à renovação no improviso da eterna procura ou o jazz como elo de ligação entre tudo o que apetece
sábado, agosto 01, 2009
Há quanto tempo...Um clássico
Para começar bem o mês de Agosto, início de férias para muita e boa gente, e porque se deve entrar com um atitude positiva e de coração aberto (isto é um depósito, digo, este blog, de lugares "conhecidos"), aqui está - uma Joan Armatrading numa armadilha de há 30 anos atrás, muito bem esgalhada e sempre óptima de se ouvir. Boas Férias!
quarta-feira, julho 01, 2009
R.E.P. Pina Bausch (1940-2009)
sexta-feira, junho 26, 2009
quinta-feira, junho 18, 2009
Boris Vian no Arte

Logo às 19h45, no canal de tv Arte, um documentário sobre Boris Vian. Vou tentar não perder. A 23 de Junho próximo, terão decorrido 50 anos sobre a sua morte. Por acaso ainda há pouco o tinha recordado pela leitura de um artigo publicado na revista "os meus livros", escrito por Luis C. Marinha, de que tomo a liberdade de transcrever um excerto de excertos autobiográficos desta figura de culto francesa ("Boris Vian en Verve"): nascera 39 anos antes, "no dia 20 de Março de 1920, à porta da maternidade encerrada por causa de uma greve", na localidade francesa de Ville-d'Avray, Hauts-de-Seine, filho de Yvonne Ravenez e Paul Vian. "A minha mãe, grávida das obras de Paul Claudel - é desde essa altura que não o suporto - estava no final do seu 13º. mês de gestação e não podia esperar pela resolução do diferendo. Um santo homem, padre , que passava por acaso, pegou em mim e confortou-me: disse-me que eu era realmente disforme (data dessa altura a minha fobia aos incensórios). Por sorte, uma loba afamada, que acabara de dar à luz Pierre Herve, tomou-me sob a sua guarda e deu-me de beber. Cresci em força e sabedoria, mas nunca deixei de ser feio e disforme embora ornado de um sistema piloso descontínuo mas bastante desenvolvido. Na verdade, eu tinha a cabeça da Vitória de Samotrácia."
Enquanto escrevo isto, ouço o único cd que tenho de Boris Vian, que, como se sabe, tocava trompete de bolso ("trompinette c'est une petite trompette") nos bares de jazz parisienses, tendo inclusivé tocado com o Quinteto do Hot Club de France. Uma compilação que dá uma ideia da sua actividade musical entre 1936 e 1944 - Boris Vian et le Jazz français. Mas Boris Vian ficou famoso mais por aquilo que escreveu, como "A Espuma dos Dias", "As Formigas", ou o poema "O Desertor", do que pela sua vertente jazzística. E também muito pela sua vida de boémia "intelectual" na Paris existencialista. Tudo a rever num documentário que se preze. Logo ao jantar.
quarta-feira, junho 17, 2009
Robin Holcomb

Her work has been called "remarkable" (CMJ), "stunning" (Option), "entrancing" (Billboard) and "sensitive, descriptive, adventuresome and full of soul" (Washington Post). "Hers is an unsettling, utterly original vision." (Entertainment Weekly) According to The New York Times: "Ms. Holcomb has done something remarkable here: she has created a new American regionalism, spun from many threads - country, rock, minimalism, Civil War songs, Baptist hymns, Appalachian folk tunes, even the polytonal music of Charles Ives. The music that results is as elegantly simple as a Shaker Quilt, and no less beautiful."(in http://www.robinholcomb.com/biography.html)
Pois...Tenho uma certa tendência para exagerar quando transmito entusiasmos, eu sei, porque quando gosto, gosto tanto que tenho necessidade de o partilhar com toda a gente e dizer: Olhem, temos aqui algo que merece ser mais divulgado. Cá está, ando há mais de um mês para o fazer e também para decidir se mando vir o cd ou se compro mp3. Um dos dois compro de certeza. Robin Holcomb é muito especial. A sua criação musical, a sua atitude, a sua diferença fizeram-me parar e reflectir sobre o que é a música, o que são as palavras que acrescentam a música e que com ela se fundem, e como uma voz pode ser tão única. "The Big Time" (Nonesuch-2002) vai ser a minha próxima aquisição. "Like I Care", a faixa 15 do cd The Nonesuch Collection Vol.2, é a grande culpada desta fixação. E, pelos vistos, lá longe, também a reconheceram...
segunda-feira, maio 25, 2009
Por alma de João Bénard da Costa (1935-2009)
Não me recordo se ele gostava deste filme, que só agora, ao fim destes anos todos, me decidir visionar - sem dúvida alguma, sei-o agora, um dos melhores filmes da história do cinema - Apocalypse Now Redux. Adiei sucessivamente o seu visionamento, pelo horror que sempre tenho aos filmes sobre guerra, ainda para mais, tratando-se de uma guerra sem sentido, como foi a do Vietname. Mas, finalmente, decidi-me. Fiquei rendida. É um filme belíssimo, com intérpretes do melhor (Martin Sheen, Marlon Brando, Marlon Brando, Marlon Brando e todos os outros – Robert Duvall, Dennis Hopper, Frederic Forrest, Laurence Fishburne, por exemplo), forjado, produzido, realizado por um dos magníficos de Hollywood – Francis Ford Coppola. O seu tema principal: a descida ao local onde a Luz e as Trevas de degladiam num braço de força de que não sabemos a origem nem o fim. Fabulosa banda sonora: os Doors, ou a famosa sequência da "Cavalgada das Valquírias" de Richard Wagner, por exemplo.
Nunca consegui ler o que João Bénard da Costa escreveu sem me sentir a mais inculta das pessoas ao cimo da terra. A sua cultura era imensa e a forma como ele articulava os seus conhecimentos e connosco os partilhava era admirável. Em sua homenagem, um excerto da minha tardia descoberta.
Nunca consegui ler o que João Bénard da Costa escreveu sem me sentir a mais inculta das pessoas ao cimo da terra. A sua cultura era imensa e a forma como ele articulava os seus conhecimentos e connosco os partilhava era admirável. Em sua homenagem, um excerto da minha tardia descoberta.
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domingo, maio 10, 2009
Ani DiFranco Geo Sessions 1
Estava eu a olhar distraída para a minha zona pop e etc. da música arrumada quando me deparo com um cd de que já não me lembrava nada, só da capa e do nome da cantora/autora. Do conteúdo - zero. E pensei, bom, vou ouvi-lo, mas, cá para mim, isto vai passar para a zona dos que eventualmente servirão a crise, ou seja, feira da Ladra com ele, embora a capa até esteja um primor (nunca vendi nada na FL, mas a hipótese está sempre em aberto). Mas então não é que gostei tanto de re-ouvir o registo que vim logo saber da sua autora aqui na net e, graças a Deus, encontrei-a e para que não volte a acontecer esquecimento como aquele, vá de deixar aqui já a interessante gravação que fez para a National Geographic.
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quinta-feira, maio 07, 2009
Lucky 7s' Pluto Junkyard ou um óptimo pretexto.

O pretexto é para falar da editora discográfica, a nossa lisboeta Clean Feed. A propósito de uma das suas mais recentes edições - o cd "Pluto Junkyard" do grupo de free jazz Lucky 7s. Sorte tive eu e todos os que tiverem a dita de ouvir este explêndido resultado de um grupo de sete músicos que juntaram as suas experiências e criatividade individuais numa confluência que se pode dizer de perfeita sintonia free e não só, mas também mesclas de cool, bop, west coast, minimal repetitiva, rock, new thing. Será que estou a exagerar? Quando me entusiasmo, é assim. Mas como é cada vez mais raro entusiasmar-me, ficando-me a impressão de que vão rareando cada vez mais os casos realmente estimulantes em matéria de jazz, ou porque demasiado repetitivos e retrógrados, ou porque demasiado barulhentos e falhos de coração (cerebrais...), tenho de assinalar já este, antes que me dê a preguicite. Investiguei um pouco sobre o grupo e fiquei a saber que nasceu a seguir à terrível calamidade de que New Orleans foi vítima, consequência do furacão "Katrina", sendo que alguns dos músicos são provenientes daquela cidade, e os restantes de Chicago. Os tombonistas Jeff Bishop e Jeff Albert são os principais mentores do projecto, a que se associaram Josh Berman, no cornetim, Keefe Jackson, no saxofone tenor, Jason Adasiewicz, excelente no vibrafone, Matthew Golombisky, contrabaixo e Quin Kirchner, na bateria. Quase todos contribuiram com um tema de sua autoria para este cd, e o resultado foi, volto a dizer, excepcionalmente bom.
Quanto à Clean Feed, é um orgulho nacional. Criada há meia dúzia de anos, e com loja aberta ao público na Rua do Alecrim, em Lisboa, sob o nome de Trem Azul, dedica-se a um nicho do mercado discográfico do Jazz muito específico - na zona do free/contemporâneo - descoberta e lançamento de novos valores, para além dos já consagrados que a escolhem pela qualidade cada vez mais internacionalmente reconhecida das suas edições. Foi eleita por alguns dos maiores especialistas norte-americanos como uma das mais interessantes editoras de jazz surgidas nos últimos anos, a nível mundial. Parabéns e continuem assim, por favor!
Quanto à Clean Feed, é um orgulho nacional. Criada há meia dúzia de anos, e com loja aberta ao público na Rua do Alecrim, em Lisboa, sob o nome de Trem Azul, dedica-se a um nicho do mercado discográfico do Jazz muito específico - na zona do free/contemporâneo - descoberta e lançamento de novos valores, para além dos já consagrados que a escolhem pela qualidade cada vez mais internacionalmente reconhecida das suas edições. Foi eleita por alguns dos maiores especialistas norte-americanos como uma das mais interessantes editoras de jazz surgidas nos últimos anos, a nível mundial. Parabéns e continuem assim, por favor!
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terça-feira, maio 05, 2009
Oumou Sangare - Seya
Há pessoas neste planeta que, felizmente, ganham volume planetário. Pessoas de tal grandeza e beleza que só de elas ter conhecimento já se me engrandece a vida. Oumou Sangare, que aqui tinha assinalado, é um desses raros exemplos. Maliniana de coração, raça e força, sublime na sua belíssima e inspiradora intervenção artística a decorar mensagens de intervenção social importantíssimas e urgentes. Aconselho a audição e leitura da informação que acompanha o seu mais recente cd, Seya (World Circuit production-WCD081).
Há cerca de três anos atrás, fui ouvi-la ao vivo num daqueles espectáculos ao ar livre, em Belém, a que só vou mesmo quando sou "fan" da criatura em palco, pouco tempo depois da partida definitiva do seu compatriota Ali Farke Toure (que me deixou muitas saudades), e a homenagem que esta senhora lhe prestou foi qualquer coisa de arrepiar.
Há cerca de três anos atrás, fui ouvi-la ao vivo num daqueles espectáculos ao ar livre, em Belém, a que só vou mesmo quando sou "fan" da criatura em palco, pouco tempo depois da partida definitiva do seu compatriota Ali Farke Toure (que me deixou muitas saudades), e a homenagem que esta senhora lhe prestou foi qualquer coisa de arrepiar.
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