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sábado, junho 19, 2010

quarta-feira, dezembro 12, 2007


A mulher e o lobo (1971)




EDUARDO LUIZ (1932-1988)


Hoje é a vez de falar de outra das minhas fixações de sempre, Eduardo Luiz.


Fui ao Palácio Anjos, em Algés, onde se encontra exposta parte da colecção do falecido "marchand"de arte e galerista, Manuel de Brito, e que, até 13 de Janeiro tem como tema os anos 60 da pintura portuguesa. Em destaque, o pintor quase esquecido e raramente falado, Eduardo Luiz. A sua obra encontra-se algures entre o surrealista e o neo-figurativo, com muito trompe l'oeil.


A mulher e o lobo é uma das 28 obras expostas. Achei esta obra particularmente interessante, enquanto nos transmite apenas o reflexo da floresta, permanecendo a floresta propriamente dita num escuro total de onde sobressaem as figuras, vítima e predador, a sublinhar o seu lado negro, aquele que nos atemoriza (cuidado com o papão...).



Marquise de Pomme (1981)


E mais este exemplo da sua prolífica e espantosa produção para estimular a curiosidade de quem, porventura, não se tenha ainda apercebido de que também nós tivemos um Magritte (afirmação ousada, à luz da ironia tão presente em Eduardo Luiz).

terça-feira, dezembro 04, 2007


Manuel Amado - Centro Cultural de Cascais

Com início em 17 de Novembro e fim em 20 de Janeiro de 2008, está a decorrer uma exposição bastante abrangente da obra de Manuel Amado. Não sei se por vontade do próprio ou distracção dos apreciadores de pintura deste nosso padrasto país, a verdade é que pouco dele se fala, inclusivé na net. Pesquisei algumas enciclopédias e nada encontrei sobre este senhor.
No entanto, constatei que foi capa de uma Colóquio Artes nº.96(revista de Artes publicada pela Gulbenkian, até 1996), uma das obras de Rodrigo Guedes de Carvalho (A Casa Quieta) também tem capa com obra sua, uma edição francesa de Sophia de Mello Breyner Andresen também, e não menciono mais porque isto e esse muito mais está suficientemente mostrado nesta exposição.
Ver esta exposição é passearmo-nos pelos lugares da nossa infância. Aqueles que já (quase) não existem. Aquela luz que põe côr nas coisas, nas casas, nos jardins, nas ruas da cidade, numa janela virada para a praia. A memória dos lugares vividos e, por isso, com vida.
A não perder!!! (Não sei como dizer isto, mas é mesmo de ir...)