ou o jazz como filosofia sujacente à renovação no improviso da eterna procura ou o jazz como elo de ligação entre tudo o que apetece
terça-feira, novembro 11, 2008
Yma Sumac (1922-2008)
Desaparecida também este mês, Yma Sumac, cantora peruana com voz que abarcava até perto de cinco oitavas, foi um prodígio que também me apraz homenagear. A sua voz, o seu exotismo e as capas dos seus discos mais antigos fazem parte do património universal dos legados prazenteiros desta vida. Para ouvir muito de vez em quando.
segunda-feira, novembro 10, 2008
Miriam Makeba (1932-2008)
Miriam Makeba (Mama Africa) - Khawuleza 1966
(smallstillvoice)
Morreu Miriam Makeba, talvez a mais conhecida cantora Sul-Africana de sempre. Uma mulher que além dos seus dotes e bom gosto musicais, empenhou a sua vida na defesa dos direitos humanos, lutando contra o apartheid na sua terra natal, África do Sul e pelos direitos civis nos diversos países por onde passou. Foi uma personalidade extraordinária que merece grandes homenagens. A sua canção mais conhecida, "Pata, Pata", é um clássico irresistível que o mundo nunca vai esquecer.
quarta-feira, novembro 05, 2008
Yes, Barack Obama! Yes you can!

In fact, you already did it. You already changed the World. May your God never let you down.
Que me desculpem os milhões de portugueses que lêem o meu blogue, mas isto teve de ser escrito em inglês. Quer se queira quer não, os Estados Unidos da América têm tido uma enorme influência no planeta Terra, em geral, e no mundo ocidental em particular. Sempre muito criticados e apupados, mas, ao mesmo tempo, um exemplo de congregação e agregação de tipos sociais tão diversos que seria um milagre não existirem as respectivas margens belicistas e agitadoras ou desalento e protesto nos grupos sociais mais desfavorecidos. A invasão do Iraque, as carências da população em matéria de assistência à saúde e a instalação de dúvidas quanto ao modelo económico em vigor são os três pontos principais que Obama terá de enfrentar e procurar resolver da melhor forma. É isso que se espera dele, mas, acima de tudo, a sua imagem e as suas raízes representam, para já, um símbolo de união e reconciliação inter-racial com cariz universal. E é isso que inaugura um novo capítulo na História do seu país e na forma como o Mundo vai olhar os Estados Unidos da América. Hoje sinto-me "Born in the USA" (copyrights Bruce Springsteen).
segunda-feira, outubro 13, 2008
o Subprime e a crise
The Last Laugh - George Parr - Subprime - subtitulos
Enviado por erioluk
(Com legendas em espanhol). Não resisto a colocar este vídeo, um excerto do programa "Bremner, Bird and Fortune", do canal britânico Channel Four - onde se entrevista George Parr, personagem de ficção especialista em opinião sobre a actualidade, no caso a crise financeira mundial.
quinta-feira, outubro 02, 2008
Foi uma Festa!

Ontem, no Pequeno Auditório do Centro Cultural de Belém, viveu-se um momento alto na cena jazz em Portugal: A Grande Sheila Jordan, a história do jazz em pessoa, festejou com os que tiveram a glória de estar presentes, o 5º. aniversário do blogue JNPDI!, como já aqui tinha anunciado. Foi uma festa! Sheila canta como respira (frase batida mas que aqui se aplica com absoluta verdade). Uma voz de uma limpidez e jovialidade incríveis. Um improviso sabiamente trabalhado e quase sempre surpreendente. Uma mestra, uma comunicadora calorosa e terna, uma senhora sempre sorridente, divertida, e com muita classe. Dirigiu os músicos que a acompanharam, todos eles portugueses, dos nossos melhores, saídos da Escola do Hot Clube de Portugal e já amplamente reconhecidos por estes lados. Destaco o pianista, Filipe Melo, para mim, uma revelação. Bernardo Moreira manteve o seu habitual nível de competência, Bruno Pedroso também não desapontou. Quanto a João Moreira, no princípio um pouco apagado, mostrou ser, afinal, um excelente trompetista, subtil, sensível, criador de sons por vezes muito belos, um razoável interlocutor para Sheila.
E depois, as Marias. A Maria Viana, de quem sou fan desde sempre, e que, mais uma vez, esteve à altura das minhas expectativas. Para mim, das melhores cantoras de jazz que este país alguma vez teve e, felizmente, continua a ter. Quanto a Maria João, no seu registo étnico-progressista-experimentalista, para além do jazz, na direcção do centro da terra e da alma enquanto corpo, com os seus tiques tribais e a sua exuberância intrínseca, foi igual a ela mesma, nem mais, nem menos. Sheila Jordan surpreendeu-se com ela e pela forma desinibida e calorosa com que a abordou, em palco. Tanto Maria Viana como Maria João cantaram em dueto com S.Jordan, em momentos de perfeita sintonia e beleza. Parabéns ao João Moreira dos Santos, que tão bem soube "orquestrar" esta suite para nosso prazer. Repito: Foi um Festa!
E depois, as Marias. A Maria Viana, de quem sou fan desde sempre, e que, mais uma vez, esteve à altura das minhas expectativas. Para mim, das melhores cantoras de jazz que este país alguma vez teve e, felizmente, continua a ter. Quanto a Maria João, no seu registo étnico-progressista-experimentalista, para além do jazz, na direcção do centro da terra e da alma enquanto corpo, com os seus tiques tribais e a sua exuberância intrínseca, foi igual a ela mesma, nem mais, nem menos. Sheila Jordan surpreendeu-se com ela e pela forma desinibida e calorosa com que a abordou, em palco. Tanto Maria Viana como Maria João cantaram em dueto com S.Jordan, em momentos de perfeita sintonia e beleza. Parabéns ao João Moreira dos Santos, que tão bem soube "orquestrar" esta suite para nosso prazer. Repito: Foi um Festa!
sábado, setembro 27, 2008
Goodbye Paul
(runner4peace)
Menos um anjo na terra. Lindo por dentro e por fora. Um ídolo à antiga. Já enxuguei as lágrimas, pronto.
terça-feira, setembro 16, 2008
Sheila Jordan vem a Portugal
Kurt Elling com Sheila Jordan no New Morning club em Paris, 18 Outubro de 2006.
(TheOlive31)
Sheila Jordan vem a Portugal, dia um de Outubro, Pequeno Auditório do Centro Cultural de Belém, Lisboa, graças ao convite de João Moreira dos Santos (JNPDI), para celebrar o aniversário do seu blogue (Parabéns! Pelo aniversário e pela escolha). A sua vinda é um acontecimento a que não podia deixar de referir-me, tratando-se de artista com semelhante estatura no jazz. Para mais informação, inclusivé biográfica, consultar http://jnpdi.blogspot.com/
sábado, agosto 30, 2008
Festival jazz.pt / 4,5,6 e 11, 12, 13 de Setembro no Hot Club de Portugal

Para comemorar o terceiro ano de edições da "jazz.pt – revista bimestral de Jazz", única publicação periódica especializada em jazz editada em Portugal, o JACC (Jazz ao Centro Clube), em parceria com o Hot Clube de Portugal (que celebra o seu 60º aniversário), organiza a primeira edição do "Festival jazz.pt".
Agendado para os dois primeiros fins de semana de Setembro, este evento propõe dois concertos por noite (excepto no dia de encerramento, para o qual estão programadas três actuações), no bar e no jardim do Hot. Serão lançados quatro novos discos de formações nacionais.
Agendado para os dois primeiros fins de semana de Setembro, este evento propõe dois concertos por noite (excepto no dia de encerramento, para o qual estão programadas três actuações), no bar e no jardim do Hot. Serão lançados quatro novos discos de formações nacionais.
Consultar programa em http://www.jazz.pt/festival
quinta-feira, julho 31, 2008
Jazz em Agosto

(Re)Começa já amanhã um dos mais refrescantes acontecimentos musicais deste Verão: O Jazz em Agosto, na Fundação Gulbenkian de Lisboa. Desta vez aplicado em dar a conhecer o que se faz pelo Japão, e o que o Japão faz com a Europa em matéria de produção jazz, para além de visitas já tradicionais por estes sítios, como John Zorn e Fred Frith (não sou grande fã, confesso) ou Sylvie Courvoisier (gosto muito). A Rui Neves se deve a escolha e a manutenção deste acontecimento anual que agora celebra o seu 25º. aniversário, mérito incontestável também pela ousadia das propostas apresentadas nestes últimos anos.
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segunda-feira, julho 07, 2008
Oum Kalsoum
A cantora de quem Omar Sharif, seu conterrâneo, um dia disse: «Sem Oum Kalsoum, uma viagem pelo Oriente perderia a sua graça». (tradução livre...«en Orient, une journée sans Oum Kalsoum n’aurait plus de couleur ».)
Ausências prolongadas dão nisto: Estados mentais diversos. Mas o Jazz está sempre presente. Ainda agora descobri uma rádio com algum interesse: ejazzradio e não vale a pena referir a pujança de acontecimentos relacionados com o tema por esse país fora, porque Julho e Agosto estão com oferta de se lhe tirar o chapéu. E é bom que assim seja, embora o Jazz tenha mais sabor em ambiente íntimo, de clube (pode ser o Hot de Portugal ou o Village Vanguard de Nova Iorque), mas isso são quimeras, quando se pretende a sua fruição democrática e arejada (que também subscrevo, mas noutra onda).
E há muito assunto interessante no ar. Mas isso vai ser, talvez, depois de eu jantar. Um destes dias...
Ausências prolongadas dão nisto: Estados mentais diversos. Mas o Jazz está sempre presente. Ainda agora descobri uma rádio com algum interesse: ejazzradio e não vale a pena referir a pujança de acontecimentos relacionados com o tema por esse país fora, porque Julho e Agosto estão com oferta de se lhe tirar o chapéu. E é bom que assim seja, embora o Jazz tenha mais sabor em ambiente íntimo, de clube (pode ser o Hot de Portugal ou o Village Vanguard de Nova Iorque), mas isso são quimeras, quando se pretende a sua fruição democrática e arejada (que também subscrevo, mas noutra onda).
E há muito assunto interessante no ar. Mas isso vai ser, talvez, depois de eu jantar. Um destes dias...
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