ou o jazz como filosofia sujacente à renovação no improviso da eterna procura ou o jazz como elo de ligação entre tudo o que apetece
quarta-feira, dezembro 21, 2011
terça-feira, maio 31, 2011
quinta-feira, fevereiro 10, 2011
L.Tristano e T.Monk em versão A. von Schlippenbach
Bem sei que estou a fugir ao que por aí se diz, que Tristano não é para aqui chamado, só Monk. Mas que a primeira parte deste vídeo de um concerto que Schlippenbach deu em Colónia, em 2005, faz lembrar e bem o primeiro, isso ninguém me tira da ideia...Já que não fui ao concerto de Alexander, no sábado passado, deixo aqui uma espécie de auto-consolação.
Etiquetas:
Alexander von Schlippenbach,
jazz
quarta-feira, fevereiro 09, 2011
Mário Laginha & Chopin
Mário Laginha, já toda a gente sabe, editou um novo disco, em finais do ano passado. "Mongrel", nome escolhido para o cd, entra na catalogação musical de jazzfusão, por se tratar de uma re-escrita de peças de Chopin. Confesso que é muito raro gostar do resultado da fusão de géneros musicais e parto regra geral desconfiada para a sua primeira audição. Mas também sei que a arte e sensibilidade de Laginha são garante de bons resultados, e não me enganei. O resultado ronda a perfeição. Muito agradável, som bonito, fluido, swingado até (Balada nº.1, op.23). Nunca Chopin imaginou...Nem eu, que adoro Chopin, jazz e este nosso grande músico.
quinta-feira, dezembro 16, 2010
Lennie Tristano (1919-1978)
Falar deste pianista e compositor é ouvi-lo, ouvi-lo e ouvi-lo e aprender o que é sentir esta forma musical chamada jazz sem precisar de mais palavras.
Lennie Tristano!
quinta-feira, novembro 25, 2010
quarta-feira, novembro 17, 2010
Paula Sousa - Um caso de TDWR*
Paula Sousa, um caso de *talent deserving wider recognition (Talento a merecer maior reconhecimento, na nomenclatura Downbeat, como é do conhecimento do jazzófilo adito) é, ou passou a ser, de menção obrigatória quando se fala de jazz feito em Portugal. A atestá-lo, as quatro estrelas e meia atribuídas no Ipsilon (Suplemento cultural do jornal Público), de 5 de Novembro, página 44, ao seu cd Nirvanix (JACC Records). O concerto que o lançou, de que o vídeo acima destaca um momento, no Museu do Oriente em Lisboa no passado Verão foi para mim uma boa surpresa. Não a conhecia como música de jazz e fiquei agradada com a qualidade das suas composições. Achei a sua execução (piano/teclas) muito emocional, sensibilizou-me a ternura e beleza das suas melodias. Uma inspiração de sensibilidade muito feminina (sei do que falo), que os seus instrumentistas acompanhantes, com destaque para João Paulo Esteves no acordeão, souberam muito bem (regra geral) apoiar e desenvolver. Sara Serpa e Esperanza Spalding foram o duo inesperado, de que o vídeo aqui infelizmente não presta justo testemunho pela deficiente captação sonora. Portanto, nada como adquirir o cd e ouvir com prazer um talento nacional que merece ser, nunca é demais insistir, ouvido com os ouvidos e com o coração.
Etiquetas:
Esperanza Spalding,
jazz,
Paula Sousa,
Sara Serpa
Patricia Barber e Kenny Werner em duo
Foi no domingo passado, algures nos USA, um encontro de dois grandes pianistas de jazz em duo numa experiência que estreia a colaboração entre ambos ao vivo.
(Foto: Valérie Booth, recolha de som: Oksana Makusheva)
Etiquetas:
jazz,
Kenny Werner,
Patricia Barber
domingo, agosto 15, 2010
Morreu Abbey Lincoln
Credo, que desassossego. Não há maneira de me conformar com estas notícias que dão conta do desaparecimento daqueles que achamos que nunca hão-de ter idade para desaparecer. Abbey, afinal, já tinha 80 anos...Inimaginável. Uma jovem como ela, com aquela voz inconformada e transgressora, agreste até, uma antítese da cantora de jazz melíflua e certinha, não se imagina a partir assim. Nascida a 6 de Agosto de 1930, numa quinta no Michigan, com o nome de Anna Marie Wooldridge, mudou-se para a California, no início dos anos 50, onde começou a cantar em clubes de jazz, sob diversos pseudónimos profissionais, embora já usasse o nome de Abbey Lincoln, quando das suas primeiras gravações com a orquestra de Benny Carter, em 1956. Nessa época, soava à típica "girl singer", de voz simpática e suave. Mas, quando da edição dos seus álbuns Abbey is Blue (1959) e Straight Ahead (1961), começou a revelar uma postura mais pessoal e dramática, de conteúdo político, que o seu casamento com o baterista Max Roach (1962, separar-se-iam em 1970) ainda mais incentivou. Segue-se um período em que grava material polémico e se torna actriz. Só voltará a gravar nos Estados Unidos em 1979 What it is para a editora Columbia. Entre 1970 e 1980, gravou algumas coisas na Europa, mas de fraca qualidade. E só volta a cair na notoriedade quando, em 1991, assina um contrato com a Verve, de onde sai o muito aclamado You Gotta Pay The Band. Com o passar dos anos, a sua voz foi perdendo qualidades, mas a sua atitude e sua inteligência continuaram a marcar pontos na música americana por excelência. Percebe-se, hoje, a sua influência em Cassandra Wilson. Where ever you are, just keep on, Abbey!
(Fonte principal de informação: Richard Cook's Jazz Encyclopedia)
domingo, junho 27, 2010
O lirismo de Renee Rosnes
O concerto de Renee Rosnes a acontecer no Casino do Estoril no próximo dia 2 de Julho, foi o que escolhi de um cardápio bastante apetitoso mas, por motivos alheios à minha vontade, impossível de fruir integralmente. O que me prende a Renne Rosnes e me faz preterir todos os outros em sua função?: A forma como utiliza o seu instrumento de eleição, o piano, para exprimir, em género post-bop, um lirismo, um sentimento poético em forma de melodia na qual as sensibilidades mais profundas se reflectem e revêem; e, como é próprio do jazz , se libertam...em estado de maravilha. Diga-se que se trata de um jazz muito susceptível de marcar por associação momentos mais emocionais das nossas vidas. Foi o meu caso. Tenho uma época da minha vida que ressurge das brumas da memória sempre que penso na parte da sua música que consta, há já uns bons anos, da minha colecção de cds, a começar pelo seu primeiro, "Renee Rosnes"(Gravado entre 1988 e 1989) e no seguinte, "For the Moment"(Gravado em 1990), ambos da Blue Note.
É considerada uma das mais talentosas e criativas pianistas de jazz actuais, senhora de um percurso ricamente povoado de parcerias com a nata do jazz, tais como o falecido saxofonista Joe Henderson, Jon Faddis, Sonny Fortune, Gary Thomas, Wayne Shorter, Ron Carter, Brandford Marsalis, Lewis Nash, Ralph Bowen, J.J. Johnson, Dave Liebman, e, mais recentemente, como parte do SFJazz Collective, uma orquestra de jazz de que fazem parte, entre outros, Joe Lovano, Miguel Zenon, Joshua Redman, Dave Douglas e Nicholas Payton.
Nasceu em Regina, Saskatchewan, Canadá, em 24 de Março de 1962. Teve formação musical clássica a partir dos 5 anos de idade e começou a interessar-se pelo jazz logo no liceu. Foi várias vezes premiada e recebeu uma bolsa de estudo para a Universidade de Toronto. Em 1985, foi viver para Nova Iorque, com o apoio do Canada Council of the Arts, e, em 1987, é convidada por Joe Henderson para integrar um quarteto, cuja secção rítmica era formada só por mulheres. Enceta assim a carreira brilhante de que hoje temos conhecimento. Casou há 3 anos com o também pianista de jazz Bill Charlap, com quem acaba de editar um álbum em duo, "Double Portrait", de que se podem ouvir excertos no site da NPR (ver link na barra lateral deste blogue). Já ouvi os dois temas que lá constam e gostei. Espero ainda hoje ouvir o resto.
Subscrever:
Comentários (Atom)


