Nada como um bom filme no quentinho do lar para começar bem o ano. Escolhi "Les enfants du Paradis" (As crianças do Paraíso), de Marcel Carné, e estou a adorar. Deixo aqui um excerto para aguçar o apetite de quem ainda não viu. Trata-se de uma obra prima do cinema francês considerado por muitos o filme mais belo de sempre da filmografia francesa. A principal protagonista, Arletty, só por si, já justificaria esta escolha, que se aconselha a quem queira sair um pouco da rara genialidade do séc.XXI.
FELIZ ANO NOVO! HAPPY NEW YEAR! BONNE NOUVELLE ANNÉE!
(vídeo encontrado em http://www.youtube.com/user/spiritoflouis)
que acabo de ouvir no Mezzo (canal de tv), em execução muito próxima do excelente dos "Quadros de uma exposição", de Modeste Mussorgsky (1839-1881). Durante algum tempo coleccionei interpretações desta peça e posso afirmar que esta foi de manter em memória. Anna Vinnitskaya. Atenção! Temos mais uma estrela a brilhar lá no céu dos sons mágicos.
E vou eu perder uma coisa destas. O homem já anda a dar concertos desde 1995 e eu só agora é que me apercebi da importância desta figura. Passo a explicar. Vi, no Mezzo, e felizmente gravei um concerto que ele deu em Paris, em Setembro do ano passado, e fiquei de queixo caído. Já andava desconfiada que havia ali qualidade e muita estética, porque já me tinha posto a ouvir excertos do seu cd com a big band "there 's me and there's is you" e fiquei alerta. Mas como me dispersei ou concentrei noutras muitas coisas, nunca mais pensei no assunto.
Isto é música transversal do melhor, transversal no estilo e no método. Século XXI, absolutely. Constroi desconstroi faz refaz mistura o que ouve reproduz a mistura e altera-nos o estado de espírito e desassossega e sossega...e faz-nos sentir contentes ou infelizes por termos nascido.
E hoje não vou estar em Barcelona...
Matthew Herbert nasceu no sul de Inglaterra, tem formação musical clássica, começou a tocar violino e piano aos 4 anos de idade. O pai era técnico de som na BBC. E...para mais info, é favor visitar:
Não estou a dizer que gosto de tudo o que faz, mas gosto do seu trabalho com a Big Band, da fantástica cantora que o acompanhou no concerto que vi/ouvi e reconheço-lhe alta qualidade. (Moloko, Dani Siciliano, etc.)
Nota: O vídeo que aqui fica não é do concerto que vi no Mezzo e a vocalista também não.
http://www.youtube.com/user/ashtrayheart23) GEORGE RUSSELL SEXTET: George Russell - organ, Lew Soloff - trumpet, Robert Moore - tenor and soprano saxophones, Victor Comer - guitar, J.F.Jenny Clark - bass, Keith Copeland - percussion.
Nunca é demais relembrar a sua importância para a evolução do Jazz. George Russell, como é do conhecimento geral, desapareceu desta vida em Julho passado e deixou-nos interessantes teorias musicais que colocou em prática em conjunto com alguns dos mais notáveis músicos da História do Jazz. Basta pesquisar um pouco a net para se ter uma ideia...Este vídeo que encontrei no YT dá-o a ouvir numa fase diferente, que denota assimilação de novos recursos, mas onde não se perdem de vista (salvo seja) as suas linhas mestras de influência. E como gosto, aqui fica, até que o deixem ficar.
Jorge Colombo, um dos nossos valores nacionais a viver lá longe, nos Estados Unidos da América, continua a mostrar a sua arte de desenhar e estar um passo à frente quer em técnica, quer em bom gosto. Isto que aqui se vê foi desenhado com os dedos sobre o écran do seu telemóvel...Há muitos anos que admiro o seu trabalho e é com muito agrado que o vejo em continuidade na sua transcrição gráfica do fascínio que a vida urbana sobre ele parece exercer.
Gosto muito e quero partilhá-lo. O último trabalho do contrabaixista e compositor John Patitucci, com Joe Lovano no clarinete alto e Brian Blade na bateria. Alta inspiração, soberba interpretação. A foto é só para repousar a vista.
Prazer que se adivinhava, sucessivamente adiado, finalmente gozado: Falo de L'Amour de loin, de Kaija Saariaho, compositora finlandesa contemporânea e da sua primeira ópera, cuja estreia em 2000 foi de imediato aclamada quer pela crítica, quer pelo público. Com libreto do escritor libanês radicado em França, Amin Maalouf sobre poesia de Jaufré Rudel, trovador francês do Séc. XII, dedicada a um amor imaginado e impossível (que afinal se revela possível porque um peregrino lhe diz existir uma mulher com aquela descrição em Tripoli, a condessa de Tripoli), encenação de Peter Sellars, Orquestra e Coro da Ópera Nacional Finlandesa, direcção de Esa-Pekka Salonen e interpretação de Dawn Upshaw (soprano), Monica Groop (mezzo-soprano) e Gerald Finley (tenor). Aconselho o DVD (Deutsche Grammophon 00440 073 4026 de 2004/2005) e uns bons auscultadores para que não se perca pitada desta maravilha. Deixo algunslinks para a audição de excertos desta ópera (embora a qualidade de som não lhe faça justiça) e de outrasobras de Saariaho igualmente belas.
E mais. Tenho uma pena imensa de não poder ter estado numa outra encenação desta ópera que teve lugar em Julho deste ano em Londres, com encenação de Daniele Finzi Pasca.
Para começar bem o mês de Agosto, início de férias para muita e boa gente, e porque se deve entrar com um atitude positiva e de coração aberto (isto é um depósito, digo, este blog, de lugares "conhecidos"), aqui está - uma Joan Armatrading numa armadilha de há 30 anos atrás, muito bem esgalhada e sempre óptima de se ouvir. Boas Férias!
Quando as palavras se tornam demasiado negras e tristes não apetece dizê-las. Ainda bem que existem os registos filmados, fotografados, escritos, porque uma arte assim...