que acabo de ouvir no Mezzo (canal de tv), em execução muito próxima do excelente dos "Quadros de uma exposição", de Modeste Mussorgsky (1839-1881). Durante algum tempo coleccionei interpretações desta peça e posso afirmar que esta foi de manter em memória. Anna Vinnitskaya. Atenção! Temos mais uma estrela a brilhar lá no céu dos sons mágicos.
ou o jazz como filosofia sujacente à renovação no improviso da eterna procura ou o jazz como elo de ligação entre tudo o que apetece
domingo, dezembro 20, 2009
sábado, dezembro 12, 2009
Matthew Herbert
Matthew Herbert Big Band hoje às 21h, em Barcelona, no Palau de la Musica.
E vou eu perder uma coisa destas. O homem já anda a dar concertos desde 1995 e eu só agora é que me apercebi da importância desta figura. Passo a explicar. Vi, no Mezzo, e felizmente gravei um concerto que ele deu em Paris, em Setembro do ano passado, e fiquei de queixo caído. Já andava desconfiada que havia ali qualidade e muita estética, porque já me tinha posto a ouvir excertos do seu cd com a big band "there 's me and there's is you" e fiquei alerta. Mas como me dispersei ou concentrei noutras muitas coisas, nunca mais pensei no assunto.
Isto é música transversal do melhor, transversal no estilo e no método. Século XXI, absolutely. Constroi desconstroi faz refaz mistura o que ouve reproduz a mistura e altera-nos o estado de espírito e desassossega e sossega...e faz-nos sentir contentes ou infelizes por termos nascido.
E hoje não vou estar em Barcelona...
Matthew Herbert nasceu no sul de Inglaterra, tem formação musical clássica, começou a tocar violino e piano aos 4 anos de idade. O pai era técnico de som na BBC. E...para mais info, é favor visitar:
Não estou a dizer que gosto de tudo o que faz, mas gosto do seu trabalho com a Big Band, da fantástica cantora que o acompanhou no concerto que vi/ouvi e reconheço-lhe alta qualidade. (Moloko, Dani Siciliano, etc.)
Nota: O vídeo que aqui fica não é do concerto que vi no Mezzo e a vocalista também não.
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terça-feira, novembro 10, 2009
Relembrar George Russell (1923-2009)
http://www.youtube.com/user/ashtrayheart23)
GEORGE RUSSELL SEXTET: George Russell - organ, Lew Soloff - trumpet, Robert Moore - tenor and soprano saxophones, Victor Comer - guitar, J.F.Jenny Clark - bass, Keith Copeland - percussion.
Nunca é demais relembrar a sua importância para a evolução do Jazz. George Russell, como é do conhecimento geral, desapareceu desta vida em Julho passado e deixou-nos interessantes teorias musicais que colocou em prática em conjunto com alguns dos mais notáveis músicos da História do Jazz. Basta pesquisar um pouco a net para se ter uma ideia...Este vídeo que encontrei no YT dá-o a ouvir numa fase diferente, que denota assimilação de novos recursos, mas onde não se perdem de vista (salvo seja) as suas linhas mestras de influência. E como gosto, aqui fica, até que o deixem ficar.
domingo, novembro 08, 2009
Jorge Colombo at The New Yorker
Jorge Colombo, um dos nossos valores nacionais a viver lá longe, nos Estados Unidos da América, continua a mostrar a sua arte de desenhar e estar um passo à frente quer em técnica, quer em bom gosto. Isto que aqui se vê foi desenhado com os dedos sobre o écran do seu telemóvel...Há muitos anos que admiro o seu trabalho e é com muito agrado que o vejo em continuidade na sua transcrição gráfica do fascínio que a vida urbana sobre ele parece exercer.
domingo, outubro 04, 2009
Ópera em jazz e sem vozes

Gosto muito e quero partilhá-lo. O último trabalho do contrabaixista e compositor John Patitucci, com Joe Lovano no clarinete alto e Brian Blade na bateria. Alta inspiração, soberba interpretação. A foto é só para repousar a vista.
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domingo, setembro 06, 2009
Uma bela ópera contemporânea

Prazer que se adivinhava, sucessivamente adiado, finalmente gozado: Falo de L'Amour de loin, de Kaija Saariaho, compositora finlandesa contemporânea e da sua primeira ópera, cuja estreia em 2000 foi de imediato aclamada quer pela crítica, quer pelo público. Com libreto do escritor libanês radicado em França, Amin Maalouf sobre poesia de Jaufré Rudel, trovador francês do Séc. XII, dedicada a um amor imaginado e impossível (que afinal se revela possível porque um peregrino lhe diz existir uma mulher com aquela descrição em Tripoli, a condessa de Tripoli), encenação de Peter Sellars, Orquestra e Coro da Ópera Nacional Finlandesa, direcção de Esa-Pekka Salonen e interpretação de Dawn Upshaw (soprano), Monica Groop (mezzo-soprano) e Gerald Finley (tenor). Aconselho o DVD (Deutsche Grammophon 00440 073 4026 de 2004/2005) e uns bons auscultadores para que não se perca pitada desta maravilha. Deixo alguns links para a audição de excertos desta ópera (embora a qualidade de som não lhe faça justiça) e de outras obras de Saariaho igualmente belas.
E mais. Tenho uma pena imensa de não poder ter estado numa outra encenação desta ópera que teve lugar em Julho deste ano em Londres, com encenação de Daniele Finzi Pasca.
sábado, agosto 01, 2009
Há quanto tempo...Um clássico
Para começar bem o mês de Agosto, início de férias para muita e boa gente, e porque se deve entrar com um atitude positiva e de coração aberto (isto é um depósito, digo, este blog, de lugares "conhecidos"), aqui está - uma Joan Armatrading numa armadilha de há 30 anos atrás, muito bem esgalhada e sempre óptima de se ouvir. Boas Férias!
quarta-feira, julho 01, 2009
R.E.P. Pina Bausch (1940-2009)
sexta-feira, junho 26, 2009
quinta-feira, junho 18, 2009
Boris Vian no Arte

Logo às 19h45, no canal de tv Arte, um documentário sobre Boris Vian. Vou tentar não perder. A 23 de Junho próximo, terão decorrido 50 anos sobre a sua morte. Por acaso ainda há pouco o tinha recordado pela leitura de um artigo publicado na revista "os meus livros", escrito por Luis C. Marinha, de que tomo a liberdade de transcrever um excerto de excertos autobiográficos desta figura de culto francesa ("Boris Vian en Verve"): nascera 39 anos antes, "no dia 20 de Março de 1920, à porta da maternidade encerrada por causa de uma greve", na localidade francesa de Ville-d'Avray, Hauts-de-Seine, filho de Yvonne Ravenez e Paul Vian. "A minha mãe, grávida das obras de Paul Claudel - é desde essa altura que não o suporto - estava no final do seu 13º. mês de gestação e não podia esperar pela resolução do diferendo. Um santo homem, padre , que passava por acaso, pegou em mim e confortou-me: disse-me que eu era realmente disforme (data dessa altura a minha fobia aos incensórios). Por sorte, uma loba afamada, que acabara de dar à luz Pierre Herve, tomou-me sob a sua guarda e deu-me de beber. Cresci em força e sabedoria, mas nunca deixei de ser feio e disforme embora ornado de um sistema piloso descontínuo mas bastante desenvolvido. Na verdade, eu tinha a cabeça da Vitória de Samotrácia."
Enquanto escrevo isto, ouço o único cd que tenho de Boris Vian, que, como se sabe, tocava trompete de bolso ("trompinette c'est une petite trompette") nos bares de jazz parisienses, tendo inclusivé tocado com o Quinteto do Hot Club de France. Uma compilação que dá uma ideia da sua actividade musical entre 1936 e 1944 - Boris Vian et le Jazz français. Mas Boris Vian ficou famoso mais por aquilo que escreveu, como "A Espuma dos Dias", "As Formigas", ou o poema "O Desertor", do que pela sua vertente jazzística. E também muito pela sua vida de boémia "intelectual" na Paris existencialista. Tudo a rever num documentário que se preze. Logo ao jantar.
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