terça-feira, janeiro 14, 2014

NEA Jazz Masters Awards 13.01.2014




2014 NEA Jazz Masters
Awards Ceremony and Concert
Honoring the 2014 National Endowment for the Arts Jazz Masters
JAMEY AEBERSOLD
ANTHONY BRAXTON
RICHARD DAVIS
KEITH JARRETT

quarta-feira, novembro 06, 2013

R.I.P. Frank Wess.

quinta-feira, janeiro 10, 2013

quarta-feira, dezembro 05, 2012

Dave Brubeck - 1920-2012 Rest In Peace

Faleceu hoje, com 91 anos. Dave Brubeck. Aqui, ainda um jovem com 88 anos, no tema que o colocou à escala universal, acompanhado desta vez não pelo autor do "Take Five", Paul Desmond (1924-1977), mas por outros excelentes músicos, Matt Brubeck (seu filho) no violoncelo, Randy Jones na bateria, Bobby Militello no sax e Michael Moore no contrabaixo - execução da peça que em nada a deixa ficar mal. Dizer que uma pessoa destas desaparece é um absurdo, não é?

sábado, dezembro 01, 2012

Ah, pois continuo a gostar...Vijay Iyer em intensidade, muito bem acompanhado. Vídeo de grande qualidade, como podeis constatar. Grata a quem o produziu. Não estive lá mas é como se estivesse estado.

sexta-feira, maio 11, 2012

Até sempre, Bernardo Sassetti (1970-2012)!

terça-feira, maio 01, 2012

Dia Internacional do Jazz

Para ver como foi festejado o dia 30 de Abril na ONU, consultar http://jazzday.com/. Eu festejei de forma mais simples, porque (com grande pena minha) já não aguento noitadas, e adquiri mais duas peças para a minha "music box" caseira, cuja audição só hoje vai acontecer. São elas o último de Esperanza Spalding "Radio Music Society" e uma edição da Clean Feed, já do ano passado - "So Soft Yet", por Dennis González (sopros) e João Paulo(Esteves da Silva)(Teclas). Escolha não programada, antes decidida por empatia súbita com as sugestões da loja, e porque andava há já algum tempo a ponderar razões para incluir obras destes músicos na cdteca cá de casa. Bem sei que os cds tendem a ficar obsoletos, e o seu som a sofrer erosão, mas quem e o que é que nesta vida não sofre erosão? Até porque um cd não é só som, a sua capa é um objecto estético regra geral muito interessante, que plasma tendências de época (as capas da Clean Feed são arte pura, de muito bom gosto), e a informação que os acompanha, mais nuns casos do que noutros, é preciosa para explicar ou acrescentar algo de que temos necessidade para além da música: O porquê, o que está na origem da criação de uma obra, quem está na sua génese e feitura. Bem sei que a internet tudo informa e explica. Mas ter na mão a capa de um cd é como ter um livro, uma caneta, um caderno, coisas com textura a que podemos transmitir um pouco da nossa pele, do nosso calor - é orgânico. É Jazz!

domingo, abril 29, 2012

Matana Roberts

Uma saxofonista de Chicago para Nova Iorque, de ouvir e tirar proveito. Tomo nota por muitas razões. Coltraneana - John & Alice e outros, muitos outros.

terça-feira, maio 31, 2011

quinta-feira, fevereiro 10, 2011

L.Tristano e T.Monk em versão A. von Schlippenbach


Bem sei que estou a fugir ao que por aí se diz, que Tristano não é para aqui chamado, só Monk. Mas que a primeira parte deste vídeo de um concerto que Schlippenbach deu em Colónia, em 2005, faz lembrar e bem o primeiro, isso ninguém me tira da ideia...Já que não fui ao concerto de Alexander, no sábado passado, deixo aqui uma espécie de auto-consolação.

quarta-feira, fevereiro 09, 2011

Mário Laginha & Chopin

Mário Laginha, já toda a gente sabe, editou um novo disco, em finais do ano passado. "Mongrel", nome escolhido para o cd, entra na catalogação musical de jazzfusão, por se tratar de uma re-escrita de peças de Chopin. Confesso que é muito raro gostar do resultado da fusão de géneros musicais e parto regra geral desconfiada para a sua primeira audição. Mas também sei que a arte e sensibilidade de Laginha são garante de bons resultados,  e não me enganei. O resultado ronda a perfeição. Muito agradável, som bonito, fluido, swingado até (Balada nº.1, op.23). Nunca Chopin imaginou...Nem eu, que adoro Chopin,  jazz e este nosso grande músico.

quinta-feira, dezembro 16, 2010

Lennie Tristano (1919-1978)


Falar deste pianista e compositor é ouvi-lo, ouvi-lo e ouvi-lo e aprender o que é sentir esta forma musical chamada jazz sem precisar de mais palavras.
Lennie Tristano!

quinta-feira, novembro 25, 2010

Rhythm and Blues Review (1955)



E que tal um visita ao passado ?

quarta-feira, novembro 17, 2010

Paula Sousa - Um caso de TDWR*


Paula Sousa, um caso de *talent deserving wider recognition (Talento a merecer maior reconhecimento, na nomenclatura Downbeat, como é do conhecimento do jazzófilo adito) é, ou passou a ser, de menção obrigatória quando se fala de jazz feito em Portugal. A atestá-lo, as quatro estrelas e meia atribuídas no Ipsilon (Suplemento cultural do jornal Público), de 5 de Novembro, página 44, ao seu cd Nirvanix (JACC Records).  O concerto que o lançou, de que o vídeo acima destaca um momento, no Museu do Oriente em Lisboa no passado Verão foi para mim uma boa surpresa. Não a conhecia como música de jazz e fiquei agradada com a qualidade das suas composições. Achei a sua execução (piano/teclas) muito emocional, sensibilizou-me a ternura e beleza das suas melodias. Uma inspiração de sensibilidade muito feminina (sei do que falo), que os seus instrumentistas acompanhantes, com destaque para João Paulo Esteves no acordeão, souberam muito bem (regra geral) apoiar e desenvolver.  Sara Serpa e Esperanza Spalding foram o duo inesperado, de que o vídeo aqui infelizmente não presta justo testemunho pela deficiente captação sonora. Portanto, nada como adquirir o cd e ouvir com prazer um talento nacional que merece ser, nunca é demais insistir, ouvido com os ouvidos e com o coração.

Patricia Barber e Kenny Werner em duo


Foi no domingo passado, algures nos USA, um encontro de dois grandes pianistas de jazz em duo numa experiência que estreia a colaboração entre ambos ao vivo.
(Foto: Valérie Booth, recolha de som: Oksana Makusheva)

domingo, agosto 15, 2010

Morreu Abbey Lincoln

Credo, que desassossego. Não há maneira de me conformar com estas notícias que dão conta do desaparecimento daqueles que achamos que nunca hão-de ter idade para desaparecer. Abbey, afinal, já tinha 80 anos...Inimaginável. Uma jovem como ela, com aquela voz inconformada e transgressora, agreste até, uma antítese da cantora de jazz melíflua e certinha, não se imagina a partir assim. Nascida a 6 de Agosto de 1930, numa quinta no Michigan, com o nome de Anna Marie Wooldridge, mudou-se para a California, no início dos anos 50, onde começou a cantar em clubes de jazz, sob diversos pseudónimos profissionais, embora já usasse o nome de Abbey Lincoln, quando das suas primeiras gravações com a orquestra de Benny Carter, em 1956. Nessa época, soava à típica "girl singer", de voz simpática e suave. Mas, quando da edição dos seus álbuns Abbey is Blue (1959) e Straight Ahead (1961), começou a revelar uma postura mais pessoal e dramática, de conteúdo político, que o seu casamento com o baterista Max Roach (1962, separar-se-iam em 1970) ainda mais incentivou. Segue-se um período em que grava material polémico e se torna actriz. Só voltará a gravar nos Estados Unidos em 1979 What it is para a editora Columbia. Entre 1970 e 1980, gravou algumas coisas na Europa, mas de fraca qualidade. E só volta a cair na notoriedade quando, em 1991, assina um contrato com a Verve, de onde sai o muito aclamado You Gotta Pay The Band. Com o passar dos anos, a sua voz foi perdendo qualidades, mas a sua atitude e sua inteligência continuaram a marcar pontos na música americana por excelência. Percebe-se, hoje, a sua influência em Cassandra Wilson. Where ever you are, just keep on, Abbey!
(Fonte principal de informação: Richard Cook's Jazz Encyclopedia)

domingo, junho 27, 2010

O lirismo de Renee Rosnes




O concerto de Renee Rosnes a acontecer no Casino do Estoril no próximo dia 2 de Julho, foi o que escolhi de um cardápio bastante apetitoso mas, por motivos alheios à minha vontade, impossível de fruir integralmente. O que me prende a Renne Rosnes e me faz preterir todos os outros em sua função?:  A forma como utiliza o seu instrumento de eleição, o piano, para exprimir, em género post-bop, um lirismo, um sentimento poético em forma de melodia na qual as sensibilidades mais profundas se reflectem e revêem; e, como é próprio do jazz , se libertam...em estado de maravilha. Diga-se que se trata de um jazz muito susceptível de marcar por associação momentos mais emocionais das nossas vidas. Foi o meu caso. Tenho uma época da minha vida que ressurge das brumas da memória sempre que penso na parte da sua música que consta, há já uns bons anos, da minha colecção de cds, a começar pelo seu primeiro, "Renee Rosnes"(Gravado entre 1988 e 1989) e no seguinte, "For the Moment"(Gravado em 1990), ambos da Blue Note. 
É considerada uma das mais talentosas e criativas pianistas de jazz actuais, senhora de um percurso ricamente povoado de parcerias com a nata do jazz, tais como o falecido saxofonista Joe Henderson, Jon Faddis, Sonny Fortune, Gary Thomas, Wayne Shorter, Ron Carter, Brandford Marsalis, Lewis Nash, Ralph Bowen, J.J. Johnson, Dave Liebman, e, mais recentemente, como parte do SFJazz Collective, uma orquestra de jazz de que fazem parte, entre outros, Joe Lovano, Miguel Zenon, Joshua Redman, Dave Douglas e Nicholas Payton. 
Nasceu em Regina, Saskatchewan, Canadá, em 24 de Março de 1962. Teve formação musical clássica a partir dos 5 anos de idade e começou a interessar-se pelo jazz logo no liceu. Foi várias vezes premiada e recebeu uma bolsa de estudo para a Universidade de Toronto. Em 1985, foi viver para Nova Iorque, com o apoio do Canada Council of the Arts, e, em 1987, é convidada por Joe Henderson para integrar um quarteto, cuja secção rítmica era formada só por mulheres. Enceta assim a carreira brilhante de que hoje temos conhecimento. Casou há 3 anos com o também pianista de jazz Bill Charlap, com quem acaba de editar um álbum em duo, "Double Portrait", de que se podem ouvir excertos no site da NPR (ver link na barra lateral deste blogue). Já ouvi os dois temas que lá constam e gostei. Espero ainda hoje ouvir o resto.  


sábado, junho 19, 2010