
ou o jazz como filosofia sujacente à renovação no improviso da eterna procura ou o jazz como elo de ligação entre tudo o que apetece
terça-feira, março 18, 2008
William Parker e os Olmecas

sexta-feira, março 14, 2008
Ennio Morricone - O Bom, o Mau e o Vilão
Não tenho dúvidas: A banda sonora do filme de Sergio Leone, "Il Buono, Il Brutto, Il Cattivo" (1966)é das melhores e mais peculiares de todos os tempos. E ouvi-la sem ver o filme não lhe tira nada, ao passo que o contrário, o filme sem ela perderia muito. Porque se este filme é magnífico, deve-o, sobretudo, ao brilhante realizador Sergio Leone (Roma,1929-1989), à excelente escolha de actores e sua impecável interpretação, e ao compositor Ennio Morricone (Roma,1928-) que conseguiu, nesta banda sonora, utilizar todos, e somente esses, os sons que traduzem as memórias das pradarias do Oeste Americano, dos seus pistoleiros, do Western que nos habituámos a ver desde sempre, na TV e no Cinema, aqui estilizados e eternizados. O mesmo diria do filme em si, já que, sem desperdício, cada uma das suas imagens eterniza e presta homenagem ao velho Western do cinema americano, e de tal forma lhe vai à essência que lembra uma caricatura muito bem esgalhada daquelas que conseguem retratar tudo o que interessa do objecto retratado - nem mais nem menos - somente isso, que é tudo.
Nunca gostei muito de westerns nem tão pouco sou grande apreciadora do estilo musical de Ennio Morricone, mas não tenho dúvidas de que tanto ele como Sergio Leone, para além da sua histórica colaboração, foram, são e serão sempre dois magníficos, cada um no seu género e os dois em conjunto.
sexta-feira, março 07, 2008
Os 60 anos de idade do HCP

O Hot Clube de Portugal festeja os seus 60 anos de idade este ano. Por motivos conjunturais da minha vida, tenho ultimamente andado arredada desse local que constitui um dos poucos de passagem obrigatória, nos meus programas de saídas nocturnas em Lisboa. Sempre gostei do espaço que, embora pequeno e se calhar por isso mesmo, tem tudo a ver com o espírito do jazz. São as memórias dos sons, do espírito e da respiração dos que por lá passaram e passam, músicos ou espectadores que enchem aquela cave e pátio ao ar livre de uma onda intimista e de partilha de uma mesma paixão: O Jazz! A programação é, regra geral, bastante interessante. Ontem, por exemplo, passaram por lá Donny McCaslin (Sax) e George Schuller (Bat).

Para mais informação, consultar o blog Jazz no País do Improviso , de João Moreira dos Santos, ler o seu livro "O Jazz Segundo Villas-Boas", publicado pela Assírio & Alvim, ou ir ao site do HCP .
Longa vida ao Hot Clube de Portugal e à sua Escola!
quinta-feira, março 06, 2008
Prémio Blogger del dia

segunda-feira, março 03, 2008
Toru Takemitsu (1930-1996)
Já me tinha apercebido, há uns anos atrás, provavelmente através de cds que acompanham algumas revistas de música clássica que habitualmente compro, da importância deste inspirado nativo de Tóquio. Finalmente, decidi avançar um pouco mais na audição da sua obra, e, adquiri um duplo de composições para orquestra, que aconselho a quem tenha curiosidade de o conhecer. E fiquei conquistada. Notam-se, de facto, como Takemitsu, ele próprio, admitia, influências de Debussy, Webern, Schoenberg, Varése, Messiaen e até um pouco de Cage. Mas tudo convertido para algo muito mais melódico, encantatório, sugerindo matizes cromáticas, com mesclas sonoras orientais, que ele usa com muita subtileza e suavidade. O tema "Spirit Garden"(1994), da referida compilação, resume bastante bem o que acabo de escrever.
e o shakuhachi
de sonoridades em absoluto deslumbrantes, embora os seus sons não se misturem com o resto da orquestra, sendo tocados em alternância com esta. Só mais tarde, e tendo aprofundado entretanto, os seus estudos sobre música japonesa, Takemitsu viria a integrá-los, de facto, no conjunto orquestral (com a peça Autumn - 1973).quarta-feira, fevereiro 20, 2008
Angela Hewitt
Bach in Lisbon (2008-02-14)
I just finished playing my Bach marathons here in Lisbon, Portugal. It was the third time I have performed as part of the Piano Series in the Auditorium of the Gulbenkian Foundation. The large audience was on its feet at the end of Book II. When I started the first concert, the coughing was terrible, and then in the first pause after the fourth Fugue, a man in the audience yelled out something in Portuguese which of course I didn't understand, but for sure everybody heard it! I was later told that he said what I thought he had said: "Stop coughing so we can hear the music!" because after that they were considerably quieter. I hate to go on about that, but it makes such a huge difference not just to how I feel, but to the whole atmosphere in a hall. Silence is golden. A lot of coughing, I am sure, comes from a lack of concentration on the part of the listener. Enough about that. For the first time, I had a few hours to see something of Lisbon and the surrounding area, and the weather was warm and sunny. A quick trip to Sintra and along the coast with friends was very enjoyable. My former piano teacher, Jean-Paul Sevilla, came all the way to Lisbon for these concerts, and I was very happy to have him present in the hall.
(Angela Hewitt - no seu site oficial)
segunda-feira, fevereiro 11, 2008
Herbie Hancock ganha Grammys 2008 - Melhor Álbum

quarta-feira, fevereiro 06, 2008
Kahil El Zabar

quarta-feira, janeiro 30, 2008
SUNDANCE '08 - MY PREMIERE: PATTI SMITH: DREAM OF LIFE
Realizado por Steven Sebring, o documentário Patti Smith: Dream Of Life acaba de ser estreado e premiado no Sundance Film Festival (Utah, E.U.A.). Parece ser uma condigna homenagem à Grande Patti. Espero poder vê-lo um dia destes.
domingo, janeiro 27, 2008
Mose Allison
Mose John Allison Jr. Nasceu em Tippo, Mississippi, E.U.A., em 1927. Influenciado e encorajado pelo seu pai, que tocava piano, stride, Mose, ainda muito jovem, já compunha peças estilo boogie woogie ao piano. Nascido e criado em ambiente rural, ligado à cultura do algodão, Mose assimila os blues rurais, que irão estar sempre, ao longo da sua vida, na base das suas composições. Aos cinco anos de idade já tocava algumas coisas "de ouvido", e as suas principais fontes de inspiração eram Louis Armstrong, Fats Waller, Duke Ellington, Louis Jordan e Nat Cole (King Cole Trio).
Interrompe os seus estudos universitários para ir à tropa, em 1946, tendo tocado na banda das forças armadas e em pequenos grupos que actuavam em clubes de oficiais do exército. Regressa ao velho Missisippi, onde toca piano e trompete e faz arranjos para o grupo de baile, que depressa deixa para formar o seu próprio grupo. Na altura, o seu estilo revela-se muito próximo de Nat Cole, Louis Jordan e Erroll Garner. Depois de um ano em digressão, casa-se e regressa à Universidade, onde, em 1952, finaliza as licenciaturas em Inglês e Filosofia.
Trabalhou em diversos clubes nocturnos, misturando os blues da sua infância com as influências pianísticas modernas de John Lewis, T.Monk e Al Haig, e vocais dos cantores de blues Percy Mayfield e Charles Brown.
Em 1956, emigra para Nova Iorque, onde a cena jazz estava em foco, tocando com diversos grupos, e, em 1957 grava o seu primeiro disco para a Prestige Records, Back Country Suite,
uma colecção de peças evocativas do Delta do Mississipi, unânimemente aclamado pela crítica. Gravou e tocou com outros grandes músicos de jazz, como Stan Getz, Al Cohn, Zoot Sims e Gerry Mulligan e com o seu próprio Mose Allison Trio.
As suas músicas são uma mistura de jazz com blues rústicos. Enquanto pianista, tanto foi um admirador de mestres como Bud Powell e Lenny Tristano, como de compositores como Bartok, Ives, Hindemith e Ruggles. É na fusão destes diversos elementos que se gera a sua música até aos dias de hoje.
Nos anos 60, em Inglaterra, muito apreciado principalmente por músicos da área rock, foi considerado uma referência para muitos grupos que então surgiram, "The Who", "The Yardbirds", John Mayall, por exemplo. E as suas músicas foram e são interpretadas por nomes famosos como Van Morrison, Jack Bruce ou Elvis Costello, entre muitos outros.
Ao longo da sua já longa carreira, Mose tem vários albuns gravados, compôs recentemente a banda sonora do filme "The Score", com Robert DeNiro e Marlon Brando, foi nomeado para um Grammy com o álbum "Mose Chronicles, Live in London, Vol. I" (Blue Note Records), e afirma que continua em busca da perfeição, o que, para os seus fans, há muito foi conseguido.
Por curiosidade, uma filha sua, Amy Allison, também se dedica à música.
Porque falo de Mose Allison? Porque fiquei "presa" do seu álbum de estreia, cuja capa acima reproduzo e onde posso sempre voltar que nunca me desaponta. A minha intenção de colocar aqui as faixas 1 e 4 do dito ficaram goradas, por conta de direitos de autor. O que eu acho é que são "mal agradecidos", porque isto é/seria publicidade de borla. Não preciso de me alongar sobre este assunto, mas há coisas que não fazem muito sentido, nesta luta pela defesa dos citados direitos.