quarta-feira, outubro 10, 2007

MATTHEW SHIPP
on Culture Catch! (YouTube by rjb9799)



Embora esta entrevista saiba a pouco, serve, na falta de melhor, para apresentar um dos mais talentosos, criativos e inovadores pianistas de jazz com sede em Nova Iorque, desde os anos 90.
Matthew Shipp já passou por Lisboa anteriormente, mas, para quem não teve oportunidade então de o ouvir ao vivo, vai muito a tempo de o fazer na última noite deste mês, às 23h., no "Lux Jazz Sessions". Vai-se apresentar em Trio, sendo de assinalar o fabuloso contrabaixista que o acompanha (quase) sempre, William Parker, um dos principais anfitriões, organizadores e impulsionadores do "Vision Fest", N.Y., presença também reincidente em terras de Portugal.
Ambos se podem ouvir no "MediaMaster"(Radio) e no "My Library", desde que reactivei este blogue, pois, devo dizer, estou sempre à espera que saia mais um CD onde, quer um, quer outro participem, que é logo adquirido para a minha colecção.

domingo, outubro 07, 2007

You are not I (Daniel Blaufuks)
Michael Blake, músico de jazz (sax, clarin., flauta) ligado, noutras eras, a projectos interessantes, como The Lounge Lizards/John Lurie, por ex., ou, mais recentemente, a Ben Allison, contrabaixista bem cotado nas cenas jazzísticas actuais, Michael Blake, como estava a dizer, para além da sua obra musical em nome próprio, de que possuo dois CD´s - "Elevated" e "Blake Tartare More Like Us" provocou-me efeitos secundários noutra área artística - a fotografia. Mais propriamente, levou-me a aprofundar o conhecimento da obra de Daniel Blaufuks, que sempre apreciei mas que, porque o tempo não estica para tanta coisa, tinha ficado um pouco na penumbra das minhas escolhas.
A fotografia que aqui deixo foi escolhida para capa de um dos Cd's que acabo de referir - "Elevated"(Knitting Factory Records"-KFW-304, 2002).
Mas as cinco fotos que envolvem o outro CD mais recente de Blake, são também excelentes escolhas da obra do nosso artista de quem a última vez que ouvi foi sobre um trabalho elaborado à volta das suas raízes judias.
Quanto a Michael Blake, chamo a atenção para "Blake Tartare More Like Us."(Stunt Records, STUCDO6012, 2006), onde, para além das composições serem quase todas muito boas e o trabalho de Blake nos sopros e como compositor ser do que melhor existe por aí actualmente, a voz de Maria Laurette Fiis vem abrir aquela porta para outras paisagens mentais para lá do jazz (mas sempre com ele). Excelente, também, o trabalho de todos os músicos deste projecto.
Vem tudo isto a propósito das diversas formas de Arte andarem lado a lado, e não me parecer assim tão fácil o agoirado fim do CD. Onde fica o objecto de colecção? Onde a informação condensada na capa respectiva? Onde a sensação de possuir a coisa e poder classificá-la, arquivá-la e, mais tarde, a ela poder voltar? E há sempre algo que nos escapa e podemos sempre nele tropeçar e ter um novo prazer, para lá do que já tivemos quando dos primeiros"encontros".
Foi o caso.

domingo, setembro 30, 2007


"Så som i himmelen"("Como se Fosse o Céu")*

Ano: 2004

GF Studios ABCredits:

Realizador: Kay Pollak

Argumento: Kay Pollak in association with Anders Nyberg, Ola Olsson, Carin Pollak and Margaretha Pollak

Produção: Anders Birkeland, Goran Lindstrom

Direcção de Fotografia: Harald Paalgard

Montagem: Thomas Tang

Música: Stefan Nilsson

Intérpretes: Daniel Dareus: Michael Nyqvist;Lena: Frida Hallgren;Gabriella: Helen Sjoholm;Arne: Lennart Jahkel;Stig: Niklas FalkInger: Ingela Olsson;Conny: Per Morberg;Florence: Axelle Axell;Erik: Lasse Petterson;Olga: Barbro Kollberg;Siv: Ylva Loof;Amanda: Ulla-Britt Norrman;Holmfrid: Mikael Rahm

Duração: 130 minutos

Como agora vou pouco ao cinema, rodeio-me de DVD's que vou armazenando para quando me apetece ver um filme de minha escolha, com princípio, meio e fim, com intervalos sempre que me apetecer, e, sobretudo, sem interrupções para publicidade. Um dos sítios onde me abasteço de DVD´s a preço de um bilhete de cinema é a Blockbuster, que normalmente tem saldos de filmes ex-aluguer.

*Ontem, dos DVD´s que adquiri, resolvi ver um, produto do cinema sueco, de um realizador de quem nunca tinha ouvido falar - Kay Pollak (1938-).

Foi uma experiência emocional avassaladora. Aconselho e recomendo.

Trata do regresso à sua aldeia de infância, de um maestro reformado precocemente, por problemas cardíacos. Desde logo, dados os seus conhecimentos musicais, é convidado para educar e dirigir o coro da igreja local.

Não adianto mais nada sobre o filme, porque há que vê-lo e saboreá-lo. Mas deixa muita matéria no ar para reflexão sobre o que é a vida, o nosso relacionamento com o próximo, o encontro connosco mesmos, o poder da música como desbloqueadora das nossas inibições, como despertador do corpo e do espírito para estádios libertadores, como conciliadora, como redentora. Infelizmente, o poder da música também pode ter efeitos secundários preversos, sublinhando, por exemplo, um estado de alma mais triste ou acicatando sentimentos negativos em pessoas intrínsecamente mais desequilibradas, descompensadas ou, inclusivé, desprovidas de sensibilidade artística. Também deste lado cinzento, o filme fala.

O final é inesperado (ou talvez não). Mas sobre ele também não vou falar. Também não gosto que me contem o fim de uma obra que ainda não conheço.

domingo, setembro 23, 2007

Michael Bublé "Feeling good"

A versão de Nina Simone é imprescindível em qualquer casa que se preze, mas esta também não está nada mal...

sexta-feira, setembro 21, 2007



Hoje é o

DIA INTERNACIONAL DA PAZ




Aproveito para fazer uma alusão à recente visita do digníssimo defensor da paz no mundo - Sua Santidade, DALAI LAMA, XIV(Prémio Nobel da Paz em 1989) - e da forma como, mais uma vez, foi exemplar na comunicação do que é mais importante para todos os seres humanos - a tolerância, a compaixão e o amor pelo próximo.


Tão simples e, no entanto, tão difícil de pôr em prática, conforme se constata no dia-a-dia das nossas vidas e das vidas dos outros, próximos ou distantes.



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Yungchen Lhamo (CD "Coming Home", Editora RealWorld, 1998).

terça-feira, setembro 18, 2007


Paula Rêgo «Branca de Neve e sua madrasta»

Vai ser em Madrid, no Museu Rainha Sofia. Uma retrospectiva da obra desta extraordinária pintora - 50 anos de obra feita, de sua para nossa fruição. As palavras certas são desconcerto e admiração, para definir, em síntese última, o que esta pintora me suscita. Se calhar, vou a Madrid.

domingo, setembro 16, 2007

Há 30 anos, o mundo disse adeus à Diva, à voz, à cantora de ópera que mais paixões terá despertado até hoje entre os melómanos de todo o mundo. Άννα Μαρία Καικιλία Σοφία Καλογεροπούλου (Ánna María Cecilía Sofía Kalogerópulu)
Recordar MARIA CALLAS na coluna aqui ao lado e pensar como é bom podermos fazê-lo. Hoje, muitas homenagens lhe serão prestadas, principalmente em Paris, onde faleceu. O canal de Televisão Mezzo também vai transmitir um documentário. Vou ver. Talvez não seja o que eu tenho em DVD...

sábado, setembro 15, 2007


Hoje vou fazer um pequeno apontamento sobre 3 coisas boas acontecidas ou a acontecerem brevemente no universo dos nossos prazeres culturais e adjacentes. Já chega de pensar em desgraças.

Assim:


Patti Smith vem ao Coliseu de Lisboa, no dia 28 de Outubro. Aleluia!
Embora já tenha tido o privilégio de fazer parte do grupo de fans que compareceram no Festival da Numérica, há alguns anos atrás, penso que em 2002, para assistir a um espectáculo que terá passado despercebido para a maioria, nunca é de mais estar presente sempre que haja oportunidade.


Zap Mama *editaram um CD muito interessante, «Supermoon», com, pelo menos dois temas do seu melhor, «Moonray» e «Princess Kesia». E, a propos, acho de muito bom gosto o site do grupo.


Op. , revista sazonal de ensaios e resenhas sobre música, cinema, literatura, filosofia e cultura à flor da pele, que se insere no corolário do que é este blog (tomara eu...), está absolutamente aprovada. De vez em quando compro-a e está cada vez melhor. Até se dá ao luxo de ter duas capas à escolha. Gosto!

quinta-feira, setembro 13, 2007

Weather Report - Birdland(1978)



D.E.P. Joe Zawinul (11.09.2007). Mais uma tristeza.

Aqui, com Jaco Pastorius (1951-1987), Wayne Shorter e Peter Erskine, num dos temas mais interessantes deste grupo de jazz de fusão. Tudo músicos fantásticos numa composição que fez furor nos finais da década de 70 do século passado. A primeira vez que ouvi Birdland, foi em Londres, precisamente em 1978, no carro de amigos, a caminho de um concerto de música punk. Adorei, embora não fosse e continue a não ser muito apreciadora do jazz de fusão. Aquilo era uma injecção de energia, a sublinhar momentos de euforia. O LP ainda faz parte da minha colecção e é sempre um prazer voltar a ouvi-lo. Obrigada, Joe.

terça-feira, agosto 28, 2007

HARUKI MURAKAMI (no seu Bar de Jazz, o Peter Cat, em Tokyo, 1978)

Numa crónica autobiográfica que escreveu para o The New York Times, em 8 de Julho passado, Murakami, um dos maiores escritores da actualidade, fala, entre outras coisas, da sua paixão pelo jazz.
Conta que o primeiro concerto de jazz a que assistiu, quando tinha 15 anos, em Kobe (Japão), o deixou rendido para sempre a este género musical. Foi com Art Blakey and The Jazz Messengers, que o jazz entrou na sua alma, tendo mesmo, mantido um bar de jazz, o Peter Cat, no Japão, durante 7 anos, antes de se dedicar à escrita literária como forma de vida.
«Que maravilhoso seria escrever como quem toca um instrumento», ou «tanto a música, como a ficção, assentam no ritmo (...) aprendi a importância do ritmo com a música, principalmente, com o jazz.(...) Depois, vem a melodia, que em literatura, significa a organização e adequação das palavras ao ritmo»...Mais à frente, escreve «Praticamente tudo o que sei sobre escrita, aprendi com a música». E fala nas influências de alguns músicos de jazz no seu trabalho: Charlie Parker, Miles Davis, T.Monk...*
Fico contente que este escritor fantástico goste tanto de jazz (parece que tem mais de 40.000 albuns! ).

* Ler mais em http://www.nytimes.com/2007/07/08/books/review/Murakami-t.html?ex=1188446400&en=5fa7d734755dafd8&ei=5070