Happy New Year Glitter Pictures
ou o jazz como filosofia sujacente à renovação no improviso da eterna procura ou o jazz como elo de ligação entre tudo o que apetece
quinta-feira, janeiro 01, 2009
terça-feira, dezembro 30, 2008
R.I.P. Freddie Hubbard (1938-2008)
Enfim, mais uma triste notícia.
quarta-feira, dezembro 24, 2008
sábado, dezembro 20, 2008
Já estou a pensar em Abril
sábado, dezembro 13, 2008
Brad Mehldau:River Man
Sobre esta composição que, conforme fica aqui patenteado, me deslumbrou pela sua beleza e simplicidade, direi apenas que foi composta em finais da década de 60 do século passado, e faz parte do album "Five Leaves Left"(1969), de Nick Drake, um rapaz que é hoje considerado um compositor-referência por muito boa gente. Morreu novo (26 anos), mas o pouco tempo que viveu foi suficiente para deixar obra feita de beleza eterna. Entre os que lhe reconhecem esse mérito encontra-se um dos maiores pianistas de jazz contemporâneos: Brad Mehldau. Os vídeos YouTube que aqui ficam não permitem uma audição perfeita mas servem como registo de um bom momento ao vivo de Mehldau e seu trio na interpretação deste tema, que se pode também ouvir no seu CD "The Art of The Trio III-Songs"(1998).
quinta-feira, dezembro 11, 2008
River Man (Nick Drake) por Andy Bey
Betty came by on her way
Said she had a word to say
About things today
And fallen leaves.
Said she hadn't heard the news
Hadn't had the time to choose
A way to lose
But she believes.
Going to see the river man
Going to tell him all I can
About the plan
For lilac time.
If he tells me all he knows
About the way his river flows
And all night shows
In summertime.
Betty said she prayed today
For the sky to blow away
Or maybe stay
She wasn't sure.
For when she thought of summer rain
Calling for her mind again
She lost the pain
And stayed for more.
Going to see the river man
Going to tell him all I can
About the ban
On feeling free.
If he tells me all he knows
About the way his river flows
I don't suppose
It's meant for me.
Oh, how they come and go
Oh, how they come and go
Homenagem provisória a Manoel de Oliveira
Parabéns, Manoel de Oliveira! E siga os conselhos deste personagem de outros mundos...
segunda-feira, novembro 24, 2008
Joanne Woodward e Tennessee Williams
Uma enorme actriz. Acho que ver este filme foi o clique para me recolocar na posição de espectadora voraz da 7ª.Arte, como quando tinha vinte anos e não perdia quase nada do que por aí chegava de mais interessante: Robert Altman, Roman Polanski, Marta Meszaros, Andrzej Wajda, Fellini, Truffaut, Ingmar Bergman, e nos meus trinta: Almodovar, Lynch, Mamet, Carpenter, e muitos outros. Tantos percursos mentais, tanto deslumbramento, tanto acrescento à minha vida. Pois é. O Cinema. Um dia farei uma digressão retroactiva e partilharei talvez algumas considerações sobre o assunto com quem por aqui passar. Sobre o filme que me fez redescobrir Joanne Woodward, há muito mais a dizer. O retrato muito presente do grande ausente, pendurado numa parede e reflectido no espelho da outra que com ela faz um ângulo de 90º. Ele, o marido e pai, continua a partilhar daquele dia-a-dia, mas sem assumir qualquer responsabilidade. O seu sorriso não engana - ele libertou-se daquela espécie de prisão. O retrato, ou melhor, a foto está cómica. É o sentido de humor de Paul Newman no seu pleno. A colecção de miniaturas de cristal que constitue o património pessoal e íntimo da filha, cavalinhos de entre os quais o unicórnio, por ser diferente, é o seu preferido, reflecte a fragilidade da sua relação com o Mundo. Aqui teria de se avaliar a recorrência deste tipo de densidade trágica nas personagens de Tennessee Williams que, no fundo, não é mais do que a encenação das nossas inquietudes, das nossas desilusões, dos nossos medos, do nosso resíduo pré-social. Apenas os homens desta peça se vão libertar, mas também eles sofrerão uma libertação frágil e terão momentos de queda livre no abismo doloroso do passado. Joanne Woodward e Paul Newman. É preciso que uma estrela se apague para que outra se revele mais intensa? Não neste caso!
terça-feira, novembro 11, 2008
Yma Sumac (1922-2008)
Desaparecida também este mês, Yma Sumac, cantora peruana com voz que abarcava até perto de cinco oitavas, foi um prodígio que também me apraz homenagear. A sua voz, o seu exotismo e as capas dos seus discos mais antigos fazem parte do património universal dos legados prazenteiros desta vida. Para ouvir muito de vez em quando.
segunda-feira, novembro 10, 2008
Miriam Makeba (1932-2008)
Miriam Makeba (Mama Africa) - Khawuleza 1966
(smallstillvoice)
Morreu Miriam Makeba, talvez a mais conhecida cantora Sul-Africana de sempre. Uma mulher que além dos seus dotes e bom gosto musicais, empenhou a sua vida na defesa dos direitos humanos, lutando contra o apartheid na sua terra natal, África do Sul e pelos direitos civis nos diversos países por onde passou. Foi uma personalidade extraordinária que merece grandes homenagens. A sua canção mais conhecida, "Pata, Pata", é um clássico irresistível que o mundo nunca vai esquecer.