ou o jazz como filosofia sujacente à renovação no improviso da eterna procura ou o jazz como elo de ligação entre tudo o que apetece
terça-feira, maio 01, 2012
Dia Internacional do Jazz
Para ver como foi festejado o dia 30 de Abril na ONU, consultar http://jazzday.com/.
Eu festejei de forma mais simples, porque (com grande pena minha) já não aguento noitadas, e adquiri mais duas peças para a minha "music box" caseira, cuja audição só hoje vai acontecer. São elas o último de Esperanza Spalding "Radio Music Society" e uma edição da Clean Feed, já do ano passado - "So Soft Yet", por Dennis González (sopros) e João Paulo(Esteves da Silva)(Teclas). Escolha não programada, antes decidida por empatia súbita com as sugestões da loja, e porque andava há já algum tempo a ponderar razões para incluir obras destes músicos na cdteca cá de casa. Bem sei que os cds tendem a ficar obsoletos, e o seu som a sofrer erosão, mas quem e o que é que nesta vida não sofre erosão? Até porque um cd não é só som, a sua capa é um objecto estético regra geral muito interessante, que plasma tendências de época (as capas da Clean Feed são arte pura, de muito bom gosto), e a informação que os acompanha, mais nuns casos do que noutros, é preciosa para explicar ou acrescentar algo de que temos necessidade para além da música: O porquê, o que está na origem da criação de uma obra, quem está na sua génese e feitura. Bem sei que a internet tudo informa e explica. Mas ter na mão a capa de um cd é como ter um livro, uma caneta, um caderno, coisas com textura a que podemos transmitir um pouco da nossa pele, do nosso calor - é orgânico. É Jazz!
domingo, abril 29, 2012
Matana Roberts
Uma saxofonista de Chicago para Nova Iorque, de ouvir e tirar proveito. Tomo nota por muitas razões. Coltraneana - John & Alice e outros, muitos outros.
domingo, janeiro 01, 2012
quarta-feira, dezembro 21, 2011
terça-feira, maio 31, 2011
quinta-feira, fevereiro 10, 2011
L.Tristano e T.Monk em versão A. von Schlippenbach
Bem sei que estou a fugir ao que por aí se diz, que Tristano não é para aqui chamado, só Monk. Mas que a primeira parte deste vídeo de um concerto que Schlippenbach deu em Colónia, em 2005, faz lembrar e bem o primeiro, isso ninguém me tira da ideia...Já que não fui ao concerto de Alexander, no sábado passado, deixo aqui uma espécie de auto-consolação.
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quarta-feira, fevereiro 09, 2011
Mário Laginha & Chopin
Mário Laginha, já toda a gente sabe, editou um novo disco, em finais do ano passado. "Mongrel", nome escolhido para o cd, entra na catalogação musical de jazzfusão, por se tratar de uma re-escrita de peças de Chopin. Confesso que é muito raro gostar do resultado da fusão de géneros musicais e parto regra geral desconfiada para a sua primeira audição. Mas também sei que a arte e sensibilidade de Laginha são garante de bons resultados, e não me enganei. O resultado ronda a perfeição. Muito agradável, som bonito, fluido, swingado até (Balada nº.1, op.23). Nunca Chopin imaginou...Nem eu, que adoro Chopin, jazz e este nosso grande músico.
quinta-feira, dezembro 16, 2010
Lennie Tristano (1919-1978)
Falar deste pianista e compositor é ouvi-lo, ouvi-lo e ouvi-lo e aprender o que é sentir esta forma musical chamada jazz sem precisar de mais palavras.
Lennie Tristano!
quinta-feira, novembro 25, 2010
quarta-feira, novembro 17, 2010
Paula Sousa - Um caso de TDWR*
Paula Sousa, um caso de *talent deserving wider recognition (Talento a merecer maior reconhecimento, na nomenclatura Downbeat, como é do conhecimento do jazzófilo adito) é, ou passou a ser, de menção obrigatória quando se fala de jazz feito em Portugal. A atestá-lo, as quatro estrelas e meia atribuídas no Ipsilon (Suplemento cultural do jornal Público), de 5 de Novembro, página 44, ao seu cd Nirvanix (JACC Records). O concerto que o lançou, de que o vídeo acima destaca um momento, no Museu do Oriente em Lisboa no passado Verão foi para mim uma boa surpresa. Não a conhecia como música de jazz e fiquei agradada com a qualidade das suas composições. Achei a sua execução (piano/teclas) muito emocional, sensibilizou-me a ternura e beleza das suas melodias. Uma inspiração de sensibilidade muito feminina (sei do que falo), que os seus instrumentistas acompanhantes, com destaque para João Paulo Esteves no acordeão, souberam muito bem (regra geral) apoiar e desenvolver. Sara Serpa e Esperanza Spalding foram o duo inesperado, de que o vídeo aqui infelizmente não presta justo testemunho pela deficiente captação sonora. Portanto, nada como adquirir o cd e ouvir com prazer um talento nacional que merece ser, nunca é demais insistir, ouvido com os ouvidos e com o coração.
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