Angelique Ionatos canta Pablo Neruda
ou o jazz como filosofia sujacente à renovação no improviso da eterna procura ou o jazz como elo de ligação entre tudo o que apetece
sábado, junho 23, 2007
quarta-feira, junho 20, 2007

O que dizer sobre "MAMMA ROMA", de Pier Paolo PASOLINI, com a fabulosa actriz ANA MAGNANI, agora à minha disposição em DVD ofertado por grande amigo que sabe do que gosto?
Que é excelente! Que a interpretação de Anna Magnani é magistral, e que há já algum tempo não via um filme de que gostasse tanto.
Começa-se a rir (a cena da boda de casamento é hilariante) e acaba-se a chorar, ao vermos como "sangra" de dor aquela alma incarnada em Magnani.
Começa-se a rir (a cena da boda de casamento é hilariante) e acaba-se a chorar, ao vermos como "sangra" de dor aquela alma incarnada em Magnani.
Este iria comigo para a tal ilha....
http://www.imdb.com/title/tt0056215/, para ficha técnica e alguma informação.
http://www.imdb.com/title/tt0056215/, para ficha técnica e alguma informação.
domingo, junho 17, 2007

Tombuctu (Mali)
Tombuctu ou Timbuktu, torna-se, em meados do Séc.XVI, a capital do saber, uma verdadeira "Atenas do deserto".
A universidade de Tombuctu contava com 150 escolas com os três níveis de ensino: primário, secundário e superior.
Não é de admirar a inclusão de Tombuctu na lista dos candidatos à eleição para as Novas Sete Maravilhas do Mundo (www.new7wonders.com/ ), a acontecer a 07/07/2007 (em Lisboa).
Ali Farke Touré nasceu nessa região.
Ali Farke Touré (Mali, 1939-2006)
Um homem excepcional, que nasceu num país, que, embora muito pobre, tem uma belíssima cultura, musical e não só. Basta consultá-lo na Wikipédia para se ficar com uma ideia do que ele foi, para o seu país e para o mundo em geral. Não pude deixar de chorar (literalmente) a sua morte. Descobri-o há alguns anos, e tive a sorte de poder assistir a um dos seus últimos concertos, quando, no Verão de 2005, esteve nas Festas de Lisboa - Monsanto.
O solo de Vieux Farke Touré (filho e sucessor, na arte de Ali Farke Touré) que aparece nas sugestões do You Tube, quando se acaba de ver este vídeo, também é muito bom. Vou estar atenta.
Um homem excepcional, que nasceu num país, que, embora muito pobre, tem uma belíssima cultura, musical e não só. Basta consultá-lo na Wikipédia para se ficar com uma ideia do que ele foi, para o seu país e para o mundo em geral. Não pude deixar de chorar (literalmente) a sua morte. Descobri-o há alguns anos, e tive a sorte de poder assistir a um dos seus últimos concertos, quando, no Verão de 2005, esteve nas Festas de Lisboa - Monsanto.
O solo de Vieux Farke Touré (filho e sucessor, na arte de Ali Farke Touré) que aparece nas sugestões do You Tube, quando se acaba de ver este vídeo, também é muito bom. Vou estar atenta.
sábado, junho 16, 2007

MÁRIO LAGINHA TRIO
ESPAÇO
Espaço, o novo álbum do Mário Laginha Trio, a minha mais recente aquisição discográfica, da qual também vale a pena deixar aqui testemunho e incitamento à sua aquisição/audição.
ESPAÇO
Espaço, o novo álbum do Mário Laginha Trio, a minha mais recente aquisição discográfica, da qual também vale a pena deixar aqui testemunho e incitamento à sua aquisição/audição.
Muito bem construído, coerência formal, manutenção do seu som de marca em confluência com as actuais linhas estéticas, inclusivé as que mencionei, quando ontem aqui anotei os e.s.t..
Ficha Técnica:
Mário Laginha piano
Bernardo Moreira contrabaixo
Alexandre Frazão bateria
Bernardo Moreira contrabaixo
Alexandre Frazão bateria
Lançado em 8 de Junho de 2007 pela Clean Feed
(Para mais info ver também http://trienal.blogs.sapo.pt/)
sexta-feira, junho 15, 2007
E.S.T.
Não resisti. Tenho de extravazar a minha felicidade.
Tendo, por acaso, hoje, passado pela bilheteira do CCB, eis que me deparo com um cartaz imenso a anunciar o concerto de um dos melhores grupos de Jazz da actualidade, os Esbjorn Svensson Trio.
Claro que comprei logo bilhetes, antes que esgote.
Nos países nórdicos, produz-se, já há alguns anos, do melhor jazz.
Suécia, Noruega, Dinamarca ou Finlândia têm sonoridades diferentes, muito diferentes do Jazz norte americano ou de influência norte americana.
Para quem gosta de acompanhar a evolução e diversificação das correntes musicais que integram o conceito jazz, é bom estar atento a estas zonas do mapa europeu, pois, volta e meia, é-se, seguramente, recompensado.
Não resisti. Tenho de extravazar a minha felicidade.
Tendo, por acaso, hoje, passado pela bilheteira do CCB, eis que me deparo com um cartaz imenso a anunciar o concerto de um dos melhores grupos de Jazz da actualidade, os Esbjorn Svensson Trio.
Claro que comprei logo bilhetes, antes que esgote.
Nos países nórdicos, produz-se, já há alguns anos, do melhor jazz.
Suécia, Noruega, Dinamarca ou Finlândia têm sonoridades diferentes, muito diferentes do Jazz norte americano ou de influência norte americana.
Para quem gosta de acompanhar a evolução e diversificação das correntes musicais que integram o conceito jazz, é bom estar atento a estas zonas do mapa europeu, pois, volta e meia, é-se, seguramente, recompensado.

ESBJÖRN SVENSSON TRIO Produção: CCB
22 de Julho 2007 21h00 Grande Auditório Duração: 1H30 s/intervalo
Pianista e compositor, Esbjörn Svensson nasceu em 1964, em Västeras, na Suécia. Com a música no sangue – a mãe era pianista clássica, o pai estava ligado ao jazz – estudou e formou-se em música na Universidade de Estocolmo. e.s.t, o trio agora apresentado, foi formado em 1996. Desde então, gravou nove discos, muitos dos quais receberam as mais elogiosas críticas. Esbjörn Svensson é um músico aberto a novas experiências, particularmente interessado em sonoridades menos habituais no jazz. Há quem diga que a sua música é uma forma de arte que não se escuda na segurança de um estilo determinado e que, como tal, torna-se mais efectiva. Detentor de um fraseado pianístico particular, o pianista tem criado uma música improvisada, integrando elementos electrónicos e combinações de texturas, com soluções harmónicas e variações melódicas surpreendentes.
A partir de meados dos anos oitenta, foi consolidando o seu estilo e definindo uma linguagem única, apoiada no reforço de excelentes e igualmente criativos músicos: o contrabaixista Dan Berglund e o baterista Magnus Öström.
22 de Julho 2007 21h00 Grande Auditório Duração: 1H30 s/intervalo
Pianista e compositor, Esbjörn Svensson nasceu em 1964, em Västeras, na Suécia. Com a música no sangue – a mãe era pianista clássica, o pai estava ligado ao jazz – estudou e formou-se em música na Universidade de Estocolmo. e.s.t, o trio agora apresentado, foi formado em 1996. Desde então, gravou nove discos, muitos dos quais receberam as mais elogiosas críticas. Esbjörn Svensson é um músico aberto a novas experiências, particularmente interessado em sonoridades menos habituais no jazz. Há quem diga que a sua música é uma forma de arte que não se escuda na segurança de um estilo determinado e que, como tal, torna-se mais efectiva. Detentor de um fraseado pianístico particular, o pianista tem criado uma música improvisada, integrando elementos electrónicos e combinações de texturas, com soluções harmónicas e variações melódicas surpreendentes.
A partir de meados dos anos oitenta, foi consolidando o seu estilo e definindo uma linguagem única, apoiada no reforço de excelentes e igualmente criativos músicos: o contrabaixista Dan Berglund e o baterista Magnus Öström.
terça-feira, junho 12, 2007

Soneto aos Santos Populares
Ó , Santo António de Lisboa,
Do alto do teu altar
'Inda achas que é coisa boa
pôres toda a gente a casar?
Olha bem à tua volta
presta atenção ao que vês
anda muito amor à solta
muito manjerico cortez
Mas se o fado bate forte
e o coração se revolta
naquela viela estreita
Pode esperar um desnorte
Em forma de mola-solta
E temos a festa desfeita.
Cigarrajazz
Etiquetas:
Criações caseiras,
santos populares
domingo, junho 10, 2007

A 10 de Junho de 1580, morre aos 56 anos, pobre, enterrado em campa rasa.
“Erros meus, má fortuna, amor ardente
Em minha perdição se conjuraram,
Os erros e a fortuna sobejaram,
Que para mim bastava amor somente.
Tudo passei; mas tenho tão presente
A grande dor das cousas que passaram,
Qua as magoadas iras me ensinaram
A não querer já nunca ser contente.
Errei todo o discurso dos meus anos;
Dei causa a que a fortuna castigasse
As minhas mais fundadas esperanças.
De amor não vi se não breves enganos.
Oh! Quem tanto pudesse, que fartasse
Este meu duro Génio de vinganças!”
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