domingo, janeiro 31, 2010

Mudar sem querer

Ontem aconteceu uma desgraça ao modelo deste blogue. Ao tentar introduzir uma nova ligação na barra lateral, verifiquei que o tamanho da letra de todo o texto do blogue, incluindo o seu nome tinha sofrido uma inadmissível redução. Só dava para ver com lupa. Ao tentar corrigir essa alteração, tudo se alterou para pior, culminando com a minha decisão de mudar de modelo. Suspeito que a causa deste "descalabro" se deva a mexidas pelo blogger na raíz da coisa. Realmente, por muita ilusão que se possa ter de que podemos preservar o nosso cantinho na blogolândia, tudo se esvai quando colocados perante a inevitabilidade de invasões externas como parece ter sido este caso. Já agora refiro também que, há cerca de uma semana atrás, alguém, enviou em meu nome para todas as pessoas constantes da minha lista de endereços, uma publicidade de que desconheço a origem. Aconteceu através do gmail, que tem sido o meu correio electrónico de eleição, praticamente desde o seu início. Portanto, estejamos alerta. Será que isto tem alguma coisa a ver com os problemas do Google na China?

domingo, janeiro 24, 2010

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Literatura Portuguesa Contemporânea

Ler, ler bastante, ocupa grande parte do tempo da cigarrajazz. É mesmo uma espécie de bom vício na qual ela investe e reinveste, na esperança de vir a conhecer mais e cada vez mais do que a mente humana é capaz de absorver e transcrever da vida. E em matéria de descobertas recentes na literatura portuguesa, devo dizer que estou muito impressionada com: Gonçalo M. Tavares, Dulce Maria Cardoso, José Luis Peixoto e valter hugo mãe. Apetece-me falar da mais recente: Dulce M. Cardoso. Acabo de ler "Os meus sentimentos" e "Chão de pardais" e percebo porque lhe foi atribuído prémio da União Europeia para a Literatura de 2009. Escrita original, forte, magnética, visão sagaz e satírica da sociedade. Estou rendida. Aconselha-se a leitura de "Os meus sentimentos" como primeira, porque, como a escritora disse numa entrevista, a sua dificuldade em lidar com o fim dos seus livros faz com que o próximo transporte algo do anterior. E é muito engraçado descobrir um personagem do livro anterior no que se lhe segue, assim de repente, que nem faz parte da história em curso. (mal comparado, lembra a fugaz aparição da figura de Hitchcock nos seus próprios filmes). E, só para acabar esta nota, digo e afirmo que "Os meus sentimentos" é um grande livro. Parabéns à escritora.

sexta-feira, janeiro 01, 2010

Para começar bem o ano


Nada como um bom filme no quentinho do lar para começar bem o ano. Escolhi "Les enfants du Paradis" (As crianças do Paraíso), de Marcel Carné, e estou a adorar. Deixo aqui um excerto para aguçar o apetite de quem ainda não viu. Trata-se de uma obra prima do cinema francês considerado por muitos o filme mais belo de sempre da filmografia francesa. A principal protagonista, Arletty, só por si, já justificaria esta escolha, que se aconselha a quem queira sair um pouco da rara genialidade do séc.XXI.
FELIZ ANO NOVO! HAPPY NEW YEAR! BONNE NOUVELLE ANNÉE!
(vídeo encontrado em http://www.youtube.com/user/spiritoflouis)

sábado, dezembro 26, 2009

E agora?

O Hot Clube de Portugal está suspenso da (boa) vontade das Altas instâncias Camarárias.
O Templo do Jazz em Portugal está encerrado por força do fogo e da água.
Será que o vamos ter de volta? No mesmo local? Com a mesma Alma?
Ver excelente acompanhamento deste assunto em http://jnpdi.blogspot.com/

domingo, dezembro 20, 2009

Anna Vinnitskaya

que acabo de ouvir no Mezzo (canal de tv), em execução muito próxima do excelente dos "Quadros de uma exposição", de Modeste Mussorgsky (1839-1881). Durante algum tempo coleccionei interpretações desta peça e posso afirmar que esta foi de manter em memória. Anna Vinnitskaya. Atenção! Temos mais uma estrela a brilhar lá no céu dos sons mágicos.

sábado, dezembro 12, 2009

Matthew Herbert

Matthew Herbert Big Band hoje às 21h, em Barcelona, no Palau de la Musica.
E vou eu perder uma coisa destas. O homem já anda a dar concertos desde 1995 e eu só agora é que me apercebi da importância desta figura. Passo a explicar. Vi, no Mezzo, e felizmente gravei um concerto que ele deu em Paris, em Setembro do ano passado, e fiquei de queixo caído. Já andava desconfiada que havia ali qualidade e muita estética, porque já me tinha posto a ouvir excertos do seu cd com a big band "there 's me and there's is you" e fiquei alerta. Mas como me dispersei ou concentrei noutras muitas coisas, nunca mais pensei no assunto.
Isto é música transversal do melhor, transversal no estilo e no método. Século XXI, absolutely. Constroi desconstroi faz refaz mistura o que ouve reproduz a mistura e altera-nos o estado de espírito e desassossega e sossega...e faz-nos sentir contentes ou infelizes por termos nascido.
E hoje não vou estar em Barcelona...
Matthew Herbert nasceu no sul de Inglaterra, tem formação musical clássica, começou a tocar violino e piano aos 4 anos de idade. O pai era técnico de som na BBC. E...para mais info, é favor visitar:
Não estou a dizer que gosto de tudo o que faz, mas gosto do seu trabalho com a Big Band, da fantástica cantora que o acompanhou no concerto que vi/ouvi e reconheço-lhe alta qualidade. (Moloko, Dani Siciliano, etc.)
Nota: O vídeo que aqui fica não é do concerto que vi no Mezzo e a vocalista também não.

terça-feira, novembro 10, 2009

Relembrar George Russell (1923-2009)


http://www.youtube.com/user/ashtrayheart23)
GEORGE RUSSELL SEXTET: George Russell - organ, Lew Soloff - trumpet, Robert Moore - tenor and soprano saxophones, Victor Comer - guitar, J.F.Jenny Clark - bass, Keith Copeland - percussion.

Nunca é demais relembrar a sua importância para a evolução do Jazz. George Russell, como é do conhecimento geral, desapareceu desta vida em Julho passado e deixou-nos interessantes teorias musicais que colocou em prática em conjunto com alguns dos mais notáveis músicos da História do Jazz. Basta pesquisar um pouco a net para se ter uma ideia...Este vídeo que encontrei no YT dá-o a ouvir numa fase diferente, que denota assimilação de novos recursos, mas onde não se perdem de vista (salvo seja) as suas linhas mestras de influência. E como gosto, aqui fica, até que o deixem ficar.

domingo, novembro 08, 2009

Jorge Colombo at The New Yorker


Jorge Colombo, um dos nossos valores nacionais a viver lá longe, nos Estados Unidos da América, continua a mostrar a sua arte de desenhar e estar um passo à frente quer em técnica, quer em bom gosto. Isto que aqui se vê foi desenhado com os dedos sobre o écran do seu telemóvel...Há muitos anos que admiro o seu trabalho e é com muito agrado que o vejo em continuidade na sua transcrição gráfica do fascínio que a vida urbana sobre ele parece exercer.

domingo, outubro 04, 2009

Ópera em jazz e sem vozes


Gosto muito e quero partilhá-lo. O último trabalho do contrabaixista e compositor John Patitucci, com Joe Lovano no clarinete alto e Brian Blade na bateria. Alta inspiração, soberba interpretação. A foto é só para repousar a vista.