sexta-feira, novembro 23, 2007

The St. James Infirmary

Como não encontrei a minha interpretação favorita deste tema - procurei e não consegui, Jack Teagarden, - então opto por este vídeo, com voz e interpretação de Louis Armstrong, e autoria de Dhar Jabouri.

I went down to old Joe's bar room, on the corner by the square
Well, the drinks were bein' served as usual, and this motley crowd was there
Well, on my left stood Joe McKennedy, and his eyes were bloodshot red
When he told me that sad story, these were the words he said:

I went down to the St. James infirmary, I saw my baby there
She was stretched out on a long white table, so cold, and fine, and fair.
Let her go, let her go, God bless her, wherever she may be
She can search this world over, never find another man like me
When I die Oh lord please bury me In my high top stetson hat
Put gold coins over my eyelids So the boys will know I died standing pat
Get six crapshooting pallbearers Six chorus girls to sing me a song
Put a jazz band behind my hearse wagon To raise hell as we roll along
Get sixteen coal black horses, to pull that rubber tired hack
There's thirteen men going to the graveyard Only twelve men are coming back
Well, now you've heard my story, well, have another round of booze
And if anyone should ever, ever ask you, I've got the St. James infirmary blues!

segunda-feira, novembro 12, 2007


PAULA OLIVEIRA NO "HOT CLUBE", Lisboa, Portugal.

Atenção a esta cantora de jazz em português, que já tive, há alguns anos, a oportunidade de ouver no mesmo espaço - o "Hot Clube de Portugal"- que anuncio em título.

Paula Oliveira é uma cantora de alma, com uma excelente técnica vocal e um repertório (luso) de um bom gosto sem mácula. Na altura (há dois ou três anos atrás), fiquei muito bem impressionada. Não a conhecia e não tinha qualquer referência sua, provavelmente por andar distraída com outras coisas... Porque era caso para me perguntar onde é que tinha andado para não ter ainda dado por esta figura a fixar no quadro dos nossos melhores.

Entretanto, apercebi-me da edição de um CD, em parceria com o pianista João Paulo, que não conseguiu cativar-me, pela fraca qualidade da gravação. Ou talvez eu estivesse demasiado exigente nesse dia...

Bom, mas o que me faz falar dela hoje é porque continuo a achar que se deve estar atento a tudo o que faz e ir até ao "Hot", no dia 14 deste mês, ou comprar o seu último CD - "Fado Roubado" - que me parece uma boa aquisição, por aquilo que transparece daqui .

quarta-feira, novembro 07, 2007

JODIE FOSTER & NEIL JORDAN - THE BRAVE ONE


Grande filme, Grande realização, Grande interpretação. A não perder!
Já tinha saudades de um filme assim.

segunda-feira, novembro 05, 2007


Monica Zetterlung (1937-2005)
Descobri por acaso esta cantora de jazz sueca, que, para além de uma excelente presença, doce, algo tímida e aparentemente insegura, mas com uma voz muito agradável e bem colocada, tinha a particularidade de cantar temas clássicos do cancioneiro (de jazz e afins) norte americano, em sueco. O resultado era algo exótico, como se pode verificar por este vídeo http://www.youtube.com/watch?v=8tp-nbchmHU, e mais este http://www.youtube.com/watch?v=LqkzHOAL5lg

quarta-feira, outubro 31, 2007

Tom Verlaine and Jimmy Rip - Music for Experimental Film (http://www.youtube.com/user/KinoInternational)


Innovative and influential musician Tom Verlaine, joined by celebrated producer and guitarist Jimmy Rip, reawaken the spirit of the avant-garde film as they perform a series of newly composed musical scores. The ground-breaking works of Man Ray, Watson & Weber, Fernand Léger and Hans Richter take on new life wrapped in scores that are by turns playful, haunting, serene and intense. Now on DVD from WWW.KINO.COM (Sic)

Ainda a propósito de Patti Smith, não resisti a um copiar/colar de um vídeo que anuncia um trabalho de Tom Verlaine, em parceria com Jimmy Rip, recentemente editado em DVD. Tom Verlaine foi companheiro de Arte de P.Smith, tendo colaborado no seu álbum, "Horses", e noutros projectos ao longo das respectivas carreiras. A propósito dele disse ela a seguinte frase: "Tom plays guitar like a thousand bluebirds screaming."

segunda-feira, outubro 29, 2007


PATTI SMITH!.......YES!!!!

O Coliseu de Lisboa teve, ontem, o ENORME prazer de receber a grande dama do Rock/Punk, a fantástica, a inesquecível, a única, aquela que incorpora Rimbaud, Robert Mapplethorpe, Fernando Pessoa, Tom Verlaine, aquela que canta poesia com a força de um tornado, que mexe com o público até ao êxtase numa mobilização magnética para todas as grandes causas humanísticas, humanas e da Humanidade. Um coração enorme em forma de gente, uma fúria redentora, uma voz que nos acorda de marasmos negligentes e nos convence que, connosco, o mundo pode ser um sítio maravilhoso para se viver. Assistir a um concerto de Patti Smith é obrigatório! Há mais de trinta anos que sonhava poder ir a um concerto seu e, se, em 2001, tive oportunidade de estar numa sua intervenção intimista e com público escasso no Pavilhão Carlos Lopes, em que apenas se fazia acompanhar por Oliver Ray, na guitarra, para sempre gravada no mais profundo do meu ser, ontem foi a realização total. Depois disto, já posso morrer descansada.

O seu acompanhante de (quase)sempre, Lenny Kaye, também foi a Com-Firmação. Instrumentos: Guitarra e voz, ambos perfeitos e em absoluta sintonia de alma e corpo com Patti. Há entre eles uma espécie de união perfeita (cósmica?) que reforçou, ainda mais, a onda de energia que possuiu o público.
Patti Smith é o Ser Humano, é a parte em nós que nos faz falta. Thank You!!!!

quarta-feira, outubro 17, 2007

ART TATUM (1909-1956)


Yesterdays, Spike Jones Show 1954 (Chelle8506)

Art Tatum, considerado um dos maiores pianistas, para alguns o maior, de jazz de todos os tempos, e um dos principais percursores do bebop.
Nasceu em Toledo, Ohio, E.U.A., e era quase cego. A sua principal influência terá sido Fats Waller e o Stride* o seu ponto de partida.
Vladimir Horowitz, grande pianista de música clássica, era seu grande apreciador. Diz a lenda que chegou a deitar a sua lagriminha emocionada.
Este vídeo mostra um pouco da sua mestria.
*Surgido do Ragtime, caracterizava-se por um ritmo sincopado e pela forma como o movimento da mão esquerda se assemelhava a um metrónomo.

quarta-feira, outubro 10, 2007

MATTHEW SHIPP
on Culture Catch! (YouTube by rjb9799)



Embora esta entrevista saiba a pouco, serve, na falta de melhor, para apresentar um dos mais talentosos, criativos e inovadores pianistas de jazz com sede em Nova Iorque, desde os anos 90.
Matthew Shipp já passou por Lisboa anteriormente, mas, para quem não teve oportunidade então de o ouvir ao vivo, vai muito a tempo de o fazer na última noite deste mês, às 23h., no "Lux Jazz Sessions". Vai-se apresentar em Trio, sendo de assinalar o fabuloso contrabaixista que o acompanha (quase) sempre, William Parker, um dos principais anfitriões, organizadores e impulsionadores do "Vision Fest", N.Y., presença também reincidente em terras de Portugal.
Ambos se podem ouvir no "MediaMaster"(Radio) e no "My Library", desde que reactivei este blogue, pois, devo dizer, estou sempre à espera que saia mais um CD onde, quer um, quer outro participem, que é logo adquirido para a minha colecção.

domingo, outubro 07, 2007

You are not I (Daniel Blaufuks)
Michael Blake, músico de jazz (sax, clarin., flauta) ligado, noutras eras, a projectos interessantes, como The Lounge Lizards/John Lurie, por ex., ou, mais recentemente, a Ben Allison, contrabaixista bem cotado nas cenas jazzísticas actuais, Michael Blake, como estava a dizer, para além da sua obra musical em nome próprio, de que possuo dois CD´s - "Elevated" e "Blake Tartare More Like Us" provocou-me efeitos secundários noutra área artística - a fotografia. Mais propriamente, levou-me a aprofundar o conhecimento da obra de Daniel Blaufuks, que sempre apreciei mas que, porque o tempo não estica para tanta coisa, tinha ficado um pouco na penumbra das minhas escolhas.
A fotografia que aqui deixo foi escolhida para capa de um dos Cd's que acabo de referir - "Elevated"(Knitting Factory Records"-KFW-304, 2002).
Mas as cinco fotos que envolvem o outro CD mais recente de Blake, são também excelentes escolhas da obra do nosso artista de quem a última vez que ouvi foi sobre um trabalho elaborado à volta das suas raízes judias.
Quanto a Michael Blake, chamo a atenção para "Blake Tartare More Like Us."(Stunt Records, STUCDO6012, 2006), onde, para além das composições serem quase todas muito boas e o trabalho de Blake nos sopros e como compositor ser do que melhor existe por aí actualmente, a voz de Maria Laurette Fiis vem abrir aquela porta para outras paisagens mentais para lá do jazz (mas sempre com ele). Excelente, também, o trabalho de todos os músicos deste projecto.
Vem tudo isto a propósito das diversas formas de Arte andarem lado a lado, e não me parecer assim tão fácil o agoirado fim do CD. Onde fica o objecto de colecção? Onde a informação condensada na capa respectiva? Onde a sensação de possuir a coisa e poder classificá-la, arquivá-la e, mais tarde, a ela poder voltar? E há sempre algo que nos escapa e podemos sempre nele tropeçar e ter um novo prazer, para lá do que já tivemos quando dos primeiros"encontros".
Foi o caso.

domingo, setembro 30, 2007


"Så som i himmelen"("Como se Fosse o Céu")*

Ano: 2004

GF Studios ABCredits:

Realizador: Kay Pollak

Argumento: Kay Pollak in association with Anders Nyberg, Ola Olsson, Carin Pollak and Margaretha Pollak

Produção: Anders Birkeland, Goran Lindstrom

Direcção de Fotografia: Harald Paalgard

Montagem: Thomas Tang

Música: Stefan Nilsson

Intérpretes: Daniel Dareus: Michael Nyqvist;Lena: Frida Hallgren;Gabriella: Helen Sjoholm;Arne: Lennart Jahkel;Stig: Niklas FalkInger: Ingela Olsson;Conny: Per Morberg;Florence: Axelle Axell;Erik: Lasse Petterson;Olga: Barbro Kollberg;Siv: Ylva Loof;Amanda: Ulla-Britt Norrman;Holmfrid: Mikael Rahm

Duração: 130 minutos

Como agora vou pouco ao cinema, rodeio-me de DVD's que vou armazenando para quando me apetece ver um filme de minha escolha, com princípio, meio e fim, com intervalos sempre que me apetecer, e, sobretudo, sem interrupções para publicidade. Um dos sítios onde me abasteço de DVD´s a preço de um bilhete de cinema é a Blockbuster, que normalmente tem saldos de filmes ex-aluguer.

*Ontem, dos DVD´s que adquiri, resolvi ver um, produto do cinema sueco, de um realizador de quem nunca tinha ouvido falar - Kay Pollak (1938-).

Foi uma experiência emocional avassaladora. Aconselho e recomendo.

Trata do regresso à sua aldeia de infância, de um maestro reformado precocemente, por problemas cardíacos. Desde logo, dados os seus conhecimentos musicais, é convidado para educar e dirigir o coro da igreja local.

Não adianto mais nada sobre o filme, porque há que vê-lo e saboreá-lo. Mas deixa muita matéria no ar para reflexão sobre o que é a vida, o nosso relacionamento com o próximo, o encontro connosco mesmos, o poder da música como desbloqueadora das nossas inibições, como despertador do corpo e do espírito para estádios libertadores, como conciliadora, como redentora. Infelizmente, o poder da música também pode ter efeitos secundários preversos, sublinhando, por exemplo, um estado de alma mais triste ou acicatando sentimentos negativos em pessoas intrínsecamente mais desequilibradas, descompensadas ou, inclusivé, desprovidas de sensibilidade artística. Também deste lado cinzento, o filme fala.

O final é inesperado (ou talvez não). Mas sobre ele também não vou falar. Também não gosto que me contem o fim de uma obra que ainda não conheço.