sexta-feira, julho 06, 2007

...don’t be sharp don’t be flat just
B Natural
(Marina Abramovic inserida em frase, de cuja autoria não me recordo, oriunda dos meios jazzísticos. )

quarta-feira, julho 04, 2007


Arte e Performance das Mulheres Naya - Museu de Etnologia -
Inaugura no Museu de Etnologia de Lisboa, dia 05 de Julho de 2007, às 18h30
A exposição Pinturas Cantadas mostra as obras realizadas pelas mulheres das comunidades Patua do Estado de Bengala na India que cantam as histórias que pintam em extensas tiras de papel. Os temas tanto retomam o reportório das tradições orais da comunidade como falam de mudanças sociais e políticas e acontecimentos que marcam a vida da aldeia, do país ou do mundo. (retirado de informação do Museu Nacional de Etnologia)

"Pinturas Cantadas: arte e performance das mulheres de Naya", que se inaugura a 05 de Julho, apresenta quase 40 obras de arte de grandes dimensões feitas em papel e tecido e com um forte sentido gráfico, descreveu Clara Oliveira, do MNE, à agência Lusa.
Com cerca de dois metros de altura, cada pintura conta uma história, numa narrativa visual de cores fortes e cujo formato se aproxima da banda desenhada.
"Apesar de terem um ar ancestral, as pinturas são recentes, mas alguns dos temas são antigos", referiu Clara Oliveira, porquanto abordam temas clássicos ou versam sobre divindades.
No entanto, as pinturas reportam-se também à actualidade, evocando a questão do terrorismo e os atentados de 11 de Setembro de 2001, o tsunami que assolou o sudeste asiático em 2004 ou ainda o flagelo do vírus da SIDA.
As autoras destas "pinturas cantadas" pertencem a uma comunidade na Índia que integra mulheres que passaram por situações de violência ou pobreza e que utilizam esta forma de arte para ultrapassar esses casos sociais e conseguir uma vida melhor, explicou Clara Oliveira.
As pinturas indianas podem ainda ser vistas como canções ilustradas, sendo acompanhadas por interpretações - audíveis através de gravações - de cada uma das autoras.
Segundo Clara Oliveira, a exposição disporá de um posto de escuta para que possam ser ouvidas as músicas referentes a cada uma das pinturas expostas.
Das 38 obras que vão estar patentes no museu, 23 foram adquiridas este ano pelo Instituto dos Museus e Conservação e as restantes pertencem a coleccionadores privados.
A história destas mulheres e das "pinturas cantadas" foi abordada já num filme, a exibir no âmbito da exposição, da autoria de Lina Fruzzetti e Ákos Ostor.
Os dois investigadores estarão em Portugal na próxima semana por ocasião da exposição, coordenada por Joaquim Pais de Brito, director do MNE.
A exposição estará patente pelo menos até ao final do ano.
© 2007 LUSA - Agência de Notícias de Portugal, S.A.2007-06-26 16:50:01

sábado, junho 30, 2007

(*)
Fui visitar o Museu Berardo.

Foi um prazer.
Paula Rego, Jorge Molder, Joana Vasconcelos, Julião Sarmento, Lourdes Castro, Helena Almeida(*), Pedro Cabrita Reis, Mário Cesariny, Júlio Pomar, Cristina Mateus, Fernando Lemos, etc;
Francis Bacon, Picasso, Magritte, Balthus, Dalí, Miró, Mondrian, Soulages, Kosuth, Bill Viola, Francesca Woodman, Nan Goldin, Cindy Sherman, Andreas Gursky, Robert Wilson, Michaelangelo Pistoletto, Marcel Duchamp, Bridget Susan Jones, Lichtenstein, Andy Wharol, Louise Bourgeois, Vivan Sundaram (re-take of "Amrita", 2000-2001), uma descoberta, Man Ray, Ashile Gorky, Max Ernst, um filme de Pierre Coulibeuf ("Marina Abramovic em viagem de negócios"), de que gostei particularmente, etc., etc.

É obra! Para colecção privada era demais...Assim podemos todos usufruir de uma mostra bastante abrangente das Artes Plásticas do Séc. XX, até ao início do Séc.XXI, ou melhor, até 2007, inclusivé.

Não concordo com as vozes contra o(s) mentor(es) deste projecto, enquanto nos é dada uma oportunidade desta envergadura. Estou convicta de que haverá bom senso e abertura suficientes para que o CCB possa acolher outras exposições, para além das obras adquiridas por J.B.. Além de que ainda falta expor o resto da colecção...(Ver http://www.berardomodern.com/)

sexta-feira, junho 29, 2007

A imaginação humana não tem limites. Esta frase tantas vezes repetida não perde nunca a sua validade. Ainda há pouco o constatei, ao visitar um endereço na internet, que uma amiga me indicou, através do qual, para além da introdução ao assunto, se vêem imagens do que um gato anda a fazer, quando resolve andar a passear-se fora de casa. Como? Os donos, para melhor o controlarem, resolveram colocar-lhe ao pescoço uma câmara fotográfica que está programada para disparar uma vez por minuto, até 48. O resultado é engraçado, para quem nunca foi mecânico na vida (o meu caso, pelo menos...).
A ler e Ver. http://www.theglobeandmail.com/servlet/story/RTGAM.20070628.wlpetting28/BNStory/lifeMain/home

quinta-feira, junho 28, 2007

O Hipopótamo cantor



Para desanuviar um pouco...

quarta-feira, junho 27, 2007

A Assinatura


Title: SIGNATURE

AMNESTY INTERNATIONAL
Product: HUMAN RIGHTS AWARENESS
Advertising Agency: TBWA\PARIS
Country: FRANCE
Executive Creative Director: Erik Vervroegen
Creative Director: Erik Vervroegen
Copywriter: Stephane Gaubert/Stephanie Thomasson
Art Director: Stephanie Thomasson/Stephane Gaubert
Account Supervisor: Guillaume Allilaire
Production Company, City: MAGIC LAB, Montreuil
Country: FRANCE
Director: Philippe Grammaticopoulos
Producer: Maxime Boiron

(Leão de Ouro do Festival de Cannes 2007 na categoria "Mensagens de consciencialização social")
Frederico García Lorca (Fuente Vaqueros/Granada 05.06.1898-Granada, 18.08.1936, fuzilado pelos franquistas. O seu corpo nunca foi encontrado).
Em sua homenagem, e aos ciganos*, com voz de Estrella Morente, mais um vídeo "pescado" no You Tube. E, também, um pequeno poema de Lorca, copiado da "Antologia Poética" da editora Relógio d'Água (tradução de José Bento, 1993), que acho muito bonito.
*«a compreensão do cante jondo como expressão máxima de uma vida marginalizada socialmente, perdida na solidão de lugares ermos e do ser-se solitário e abandonado, perseguido pelo poder legal mas injusto, dominada pela pena negra, que é uma maldição para a qual não existe fuga nem alívio.» (extraído do Prólogo escrito por José Bento para a citada Antologia. )

Búzio

Trouxeram-me um búzio

Dentro dele canta
um mar de mapa.
Meu coração
enche-se de água
com peixinhos
de sombra e prata.

Trouxeram-me um búzio.

Frederico Garcia Lorca (Canciones)

sábado, junho 23, 2007

Angelique Ionatos canta Pablo Neruda

quarta-feira, junho 20, 2007

MAMMA ROMA




O que dizer sobre "MAMMA ROMA", de Pier Paolo PASOLINI, com a fabulosa actriz ANA MAGNANI, agora à minha disposição em DVD ofertado por grande amigo que sabe do que gosto?

Que é excelente! Que a interpretação de Anna Magnani é magistral, e que há já algum tempo não via um filme de que gostasse tanto.
Começa-se a rir (a cena da boda de casamento é hilariante) e acaba-se a chorar, ao vermos como "sangra" de dor aquela alma incarnada em Magnani.
Este iria comigo para a tal ilha....
http://www.imdb.com/title/tt0056215/, para ficha técnica e alguma informação.