quinta-feira, maio 17, 2007


Otis Taylor, uma descoberta, para mim, relativamente recente, na área dos Blues, um nome a explorar, dentro do género. Não são os blues a que estamos habituados. Chamam-lhe trance blues, porque mistura blues com rock e outros elementos muito interessantes. A filha acompanha-o no baixo. As letras são socio-interventivas e a qualidade do todo faz-nos quase esquecer o elemento mais fraco - as qualidades vocais do próprio. Serve-se com bastantes e bons décibeis (digo: bons auscultadores ou bom sistema de som.).

terça-feira, maio 15, 2007

Afinal esta coisa da Second Life ponto com é demasiado virtual e promíscua para mim.
A minha entrada nesse mundo paralelo foi logo inaugurada com propostas muito descaradas e disparatadas, e a aparência de tudo aquilo é muito estranha e desprovida de corpo e alma.
Se a Internet já, por si, é uma forma subliminar de comunicação entre as pessoas, e sociedades, numa perspectiva global, aquilo é a evasão total. É a procura de uma realização pessoal para tudo o que não se conseguiu concretizar no mundo real. É, de facto, viver uma segunda vida. Como eu ainda estou a viver esta e esta tem tanto por explorar, fico-me por aqui. Claro que, para os fanáticos do jogo do Monopólio, dos Sims, e das camuflagens, isto é muito interessante. Pas pour moi.
Estou a experimentar uma Second Life. Depois falarei aqui da minha experiência nesta comunidade virtual de 6.000.000 de indíviduos.

http://www.secondlife.com/?u=d13167fab40f414881f60c7078bf6251
http://www.secondlife.com/join/?u=d13167fab40f414881f60c7078bf6251
http://www.secondlife.com/events/index.php?date=1159340400&u=d13167fab40f414881f60c7078bf6251

domingo, maio 13, 2007


Não resisti e fiz uma pequena recolha de imagens do Colorado de John Denver, incluindo a sua Rocky Mountain.
Agora só falta lá ir constatar que aquilo é tudo verdade.

Achei graça a este vídeo que mistura dois estilos e duas gerações muito diferentes e que, no entanto, se conjugam bastante bem. Gosto muito da voz dela, Hildegard Knef, a lembrar Marlene Dietrich, sua grande amiga.
Não gosto do estilo rock agressivo dos acompanhantes mas o resultado final até que não é mau...

"Fur mich soll's rote rosen regnen"

http://www.zdf.de/ZDFmediathek/inhalt/6/0,4070,2159558-0,00.html

quinta-feira, maio 10, 2007











Conforme já tinha ameaçado, aqui vai um pequeno desafio.

Sempre que vou passear a cadela, aproveito para tirar algumas fotos, também de flores, embora tenha "acordado" tarde para esse efeito, pois a Primavera está a ficar demasiado quente e elas estão a perder a frescura que lhes apreciei há semanas atrás.

Ora consiste o desafio em identificar, s.f.f., as plantas objecto de registo que aqui coloco.

Lamento a fraca qualidade das fotos, mas é o que pode arranjar, sem pagar direitos de autor.

segunda-feira, maio 07, 2007


De repente tive nostalgia do Parque Mayer, de quando o meu avô me levava à Revista. Vinhamos do Alentejo com o programa das festas habitual. Eu devia ter 12 a 13 anos, talvez menos...Almoço no restaurante do ACP, ou petisco de Gambas fritas em alho na Ribadouro e uma visita ao Parque Mayer, para vermos uma revista no Maria Vitória ou no Variedades.

Regra geral, a orquestra parecia-me muito desafinada e os coros muito esganiçados. As mensagens, de cariz político, implícitas nas graçolas de algumas cenas escapavam-me completamente. Mas o meu avô entendia...Assim como também me escapava o brilho nos olhos do meu avô a apreciar à boa maneira do homem alentejano que se preza, as formas redondas das meninas em palco.

Não sei que futuro vai ter, e se vai ser tratado com alguma dignidade ou atirado para as garras de algum empresário sem ligação com o espírito e a memória daquele lugar. Mas a população alfacinha e o povo português em geral, que de vez em quando vem à capital, merece ver aquele espaço reabilitado com a dignidade que lhe é devida.

quinta-feira, maio 03, 2007

Alguns Favoritos...

terça-feira, maio 01, 2007

Sophia de Mello Breyner Andresen




O poema

O poema me levará no tempo
Quando eu já não for eu
E passarei sozinha
Entre as mãos de quem lê
O poema alguém o dirá
Às searas
Sua passagem se confundirá
Como rumor do mar com o passar do vento
O poema habitará
O espaço mais concreto e mais atento
No ar claro nas tardes transparentes
Suas sílabas redondas
(Ó antigas ó longas
Eternas tardes lisas)
Mesmo que eu morra o poema encontrará
Uma praia onde quebrar as suas ondas
E entre quatro paredes densas
De funda e devorada solidão
Alguém seu próprio ser confundirá
Com o poema no tempo

Livro Sexto (1962)

domingo, abril 29, 2007